mkt

Variáveis do Marketing Digital

Artigo publicado no Marketing Portugal

O crescimento do Marketing Digital como disciplina de estudo e investigação, faz com que diversos autores defendam uma nova evolução aos  P´s do Marketing para incluir variáveis que se enquadram no ambiente digital e no comportamento do consumidor online.
Desta forma, Coto, (2010), Director Académico do Master em Marketing Digital da IE Business School, defende que o Marketing Digital não se resume só aos tradicionais “P´s” , fazendo referência a 8 P´s do Marketing Digital.

Para além dos “tradicionais” P´s do Marketing (comunicação, distribuição, produto e preço), Coto (2010) propõe a integração de mais 4 P´s:

•        Personalization – As Marcas têm de começar a lidar com os clientes de uma forma personalizada (one to one). Torna-se indispensável dar relevância à interacção do consumidor e ter rápida capacidade de resposta. Propostas de valor acrescentado e as recomendação/sugestões personalizadas são uma tendência que em 2012 irá evoluir significativamente.

•        Participation – Os consumidores no online pertencem às Marcas, querem fazer parte da estratégia e querem sentir que são ouvidos e importantes para as decisões a tomar. Vão dar opinião mesmo que não lhe seja pedido. Criar comunidades, premiar a participação e desenvolver espaços para o consumidor se sentir integrado, podem ser vantagens competitivas com muito valor.

•        Peer-to-peer – Se uma das principais mais-valias da Web é o “boca-a-boca”, é importante que as Marcas facilitem e promovam esse comportamento. É importante saber conquistar a confiança do consumidor facilitando-lhe a partilha de Informação com a sua rede. Esta variável é muito útil para integrar na fase “após-compra” do processo de decisão.

•        Predictive Modeling – Um dos principais erros das Marcas que estão no digital é que não estão a aprender com as preferências do consumidor. Através da análise do comportamento do consumidor online, da monitorização e de estudos de mercado, é importante ser capaz de tirar “insights” para melhorar processos, produtos ou estratégias. Marcas sociais de sucesso como a Dell ou Starbucks já perceberam esta tendência e criaram plataformas para dar “voz” ao seu cliente, ajustando processos e produtos sempre que se justifique.

Diferença entre Marketing e Vendas

“A venda enfoca as necessidades do vendedor; o marketing as do comprador. A venda está preocupada em converter seu produto em dinheiro; o marketing com a ideia de satisfazer as necessidades do cliente por meio do produto e toda uma gama de factores associados com a criação, a entrega e o consumo final”.
(Theodore Levitt)

Colaboração com Diário Económico

Marketing, Empreendedorismo e Marketing Pessoal

Semana: 10 a 16 de Outubro

Dia 10 Workshop Marketing e Empreendedorismo no ESEIG

A semana começou-se a falar de Marketing & Empreendedorismo em Vila do Conde. A sessão iniciou-se com o Marco Lamas a falar sobre o seu tema de especialidade – empreendedorismo – para depois falar eu sobre o meu tema de paixão – Marketing.

A ideia foi passar aos formandos alguns conceitos relacionados com o Marketing e contextualizar a sua importância no processo Empreendedor.

Considero que hoje em dia uma atitude Empreendedora é fundamental para o bom desempenho do profissional de Marketing.

Dia 13 Ecommarketing Show

No painel do Facebuzz, fui falar um pouco sobre Estratégia Digital. É claramente um desafio falar sobre um tema tão vasto em apenas 7 minutos porém, penso que acabou por correr bem.

Essencialmente abordei uma regra que gosto de seguir e a que chamo de 3/5

Perfil do utilizador on-line

  1. Espectador
  2. Participante
  3. Coleccionador
  4. Critico
  5. Criador

Regras a seguir antes de investir no digital

  1. Escutar
  2. Falar
  3. Incentivar
  4. Envolver
  5. Apoiar

Fases do processo decisão de compra

  1. Despertar da necessidade
  2. Pesquisa de informação
  3. Avaliação de alternativas
  4. Decisão
  5. Comportamento após a compra

Foi meu objectivo passar a mensagem de que na Internet há pessoas com comportamentos distintos, necessidades e desejos diferentes que passam por diversas fases no seu processo de decisão de compra sendo que o comportamento após a compra adquire uma importância cada vez mais elevada no mundo da Web porque os utilizadores confiam maioritariamente nas recomendações de pessoas conhecidas

Dia 14 Open Day Mestrados do IPAM

Mais uma actividade na casa IPAM que me deu muito prazer. A ideia foi partilhar com os novos alunos do 2º ciclo (mestrado) a minha experiência enquanto aluno e falar um pouco sobre os novos desafios para os profissionais de Marketing.

Procurei sensibilizar os presentes para o facto de considerar que o Marketing é uma função empresarial ou seja, considero fundamental que se “alastre” conhecimentos da área por toda a informação. Foi também importante falar um pouco sobre o crescimento do digital e as diferenças entre o ambiente online e o ambiente off-line.

Outro tema fundamental e bastante falado foi a importância do Marketing Relacional e a criação de valor (quer para quem procura emprego quer para quem está empregado).

Foi um final de tarde muito interessante e agradável.

Dia 15 Workshop Marketing Pessoal

Foi uma formação diferente das que tenho vindo a fazer. Faltaram algumas pessoas que estavam inscritas e acabei por dar a formação para 6 pessoas o que tornou tudo muito mais pessoal.
Foram 4 excelentes horas de partilha, num ambiente muito descontraído e com pessoas muito interessantes.

O Marketing Pessoal é claramente uma área de que gosto de falar, procuro partilhar a minha experiência, recorro a exemplos práticos e mostro aos formandos que é fundamental termos um propósito de vida, definirmos objectivos, encontrarmos as pessoas certas e estarmos focados. Para que isto resulte, é fundamental que tenhamos a capacidade de nos conhecer e de nos vendermos em segundos. Só assim podemos criar oportunidades em vez de ficar à espera da sorte.

Marketing Pessoal: Esperar pela sorte ou criar oportunidade?

Esta semana vi um vídeo com o título Michael Bublé descobre talento no meio da plateia; Mãe insistiu para ver filho cantar que me fascinou e me fez pensar um bocado sobre esta coisa da Sorte.

Persistência, irreverência, foco e muita competência

Eu diria que até pode ter tido alguma sorte pelo facto do Michael Bublé lhe ter dado tempo de antena porém, esta oportunidade é fruto da persistência e da irreverência da mãe do miúdo. Não aconteceu por acaso.

Sorte ou não, no momento da verdade o miúdo brilhou, mostrou competência e justificou o tempo que Michael Bublé “perdeu” naquela conversa. A euforia do cantor diz tudo.

Para mim, é uma bela história todavia, temos algumas lições a retirar daqui:

1º Estar no momento certo e no local ideal não chega, temos que fazer alguma coisa para ter uma oportunidade

2º Temos que estar preparados para agarrar uma oportunidade, nem que seja apenas de 5 segundos

3º Temos que envolver os nossos familiares, amigos e colegas nos nossos sonhos para que nos possam dar uma ajuda sempre que possivel

4º Não podemos ter medo de arriscar. Temos que ter alguma ousadia. Nunca se esqueçam, o “NÃO” está garantido e não mata ninguém

5º Quanto maior for o risco e a oportunidade, mais preparados temos que estar. Nada nos pode fazer tremer e perder o momento

6º No meio de tudo isto, a humildade é um factor critico. Não queremos mostrar que somos os maiores ou melhores que alguém, apenas queremos uma oportunidade para dar “voz” à nossa competência

Porquê ficar à espera da sorte se podemos ir ao encontro dela?

Parem para pensar e encontrem resposta para as seguintes questões:

  • Qual é o meu sonho?
  • Estou preparado para brilhar se tiver uma oportunidade? (se não estou, o que me falta?)
  • Como posso encontrar uma oportunidade? (identificar pessoas, eventos, locais..)
  • Quais as sensações positivas que iria sentir se tivesse essa oportunidade?

Encontrem o vosso sonho, preparem-se ao máximo para o momento, criem a oportunidade e foquem o vosso pensamento nas emoções que iriam sentir no momento perfeito, deixem-se envolver pelo optimismo e pela imaginação.

Boa sorte!

Marketing Pessoal: Reflexão de sexta-feira

Pergunto-me muitas vezes – “será este o caminho certo?” -, chego à conclusão de que sim porém, amo a minha vida mas, quase semanalmente vou fazendo ajustes para ir na direcção certa.

O nosso discurso interno assume um papel crucial para o nosso desempenho. O caminho, seja ele qual for, tem momentos duros e surgem sempre obstáculos por isso é essencial termos a nossa imaginação em condições para diariamente nos recordarmos, com um sorriso, do destino que vamos alcançar.

É importante saborear a “viagem” toda e isso só se faz festejando as pequenas conquistas.

Enjoy it!

Marketing Pessoal: Reflexão..

Partilhei nas redes sociais uma frase que não podia deixar de partilhar também aqui no Blogue.

Primeiro ignoram-nos, não ligam aos nossos projectos e ao que estamos a fazer, ignoram o nosso potencial. Depois riem-se de nós e da nossa persistência para levar o nosso projecto em frente, comentam o nosso insucesso. Depois querem-se juntar a nós e aos nossos projectos como se desde sempre nos tivessem apoiado. (fonte inspiração: Gandhi)


Foco, persistência e muito trabalho!

Colaboração: Vida Económica

O artigo com ou sem crise a opção de mudança é sua, foi publicado no Jornal Vida Económica.

Marketing: As Marcas têm que ser transparentes

Artigo publicado no Marketing Portugal

Com a ascensão do mundo digital, mais do que nunca, as Marcas têm que ser transparentes e honestas. As Marcas estão a ser constantemente alvo de análises profundas que avaliam/analisam a sua veracidade, não vale a pena tentar contornar o “sistema”.

Seth Godin defende que as Marcas devem saber contar histórias ao ponto dos seus consumidores acreditarem nelas. O “guru” do Marketing vai ainda mais longe ao dizer que “os profissionais de Marketing mentem aos consumidores porque estes exigem que assim seja. Os profissionais de Marketing contam histórias e os consumidores acreditam nelas” porém, realça a importância das próprias Marcas acreditarem no que comunicam. Seth de forma alguma defende que a mentira (no verdadeiro sentido da palavra) é o melhor caminho aliás, o autor assume que se a história não for verdadeira os efeitos podem ser colaterais.

More

Opinião: Reitor de Coimbra avisa que “canudos” não valem nada sem conhecimento

Reitor de Coimbra avisa que “canudos” não valem nada sem conhecimento

Grande verdade!

Porém, o papel das universidades também passa por partilhar esse conhecimento e dotar os alunos de metodologias para transformarem a informação em conhecimento.

Bem sei que as intenções são as melhores e as palavras do Dr. João Gabriel Silva fazem todo o sentido mas, para isso acontecer é preciso mudar muita coisa no ensino. As barreiras entre professores e alunos têm que diminuir para poder haver uma verdadeira partilha de experiências e conhecimento caso contrário, será apenas partilha de teoria e informação (que dá origem a um canudo vazio).

Importa também relembrar que muitas universidades “correram” com docentes com muita experiência prática e excelentes a dar aulas, mas não tinham o tal canudo (mestrado e/ou doutoramento).

Os teóricos/académicos são fundamentais mas se não tivermos pessoas de terreno não vamos sair da realidade dos livros (o que é trágico para o mercado de trabalho!)

O canudo se vier carregado de conhecimento, contactos, experiência, teoria, conceitos práticos e metodologias têm mesmo muito valor.

Marketing: A criação de valor e o funil de compra

Artigo publicado no Marketing Portugal

Paulo Moreira, escreveu no artigo Mitos do Marketing algo muito interessante porém, há uma “expressão-chave”  que finaliza a sua abordagem que vou ter que “pedir emprestada” para este artigo:

” A criação de valor para o cliente só tem êxito se, efectivamente, proporcionar criação de valor para a empresa.”

Ter este pensamento é fundamental para evitar o desperdício. Muito se fala de relacionamento, interacção e criação de valor mas, na verdade este tipo de decisão só faz sentido se criar valor para a empresa (com resultados).
More

Opinião: Profissionais marketing com salários mais altos em Portugal (?!)

Recentemente saiu um artigo no Jornal de Notícias com o título Profissionais de vendas e marketing com salários mais altos em Portugal.

Obviamente que fui ler o artigo completo para perceber a origem do título. Bem sei que os jornais divulgam a informação que recebem e partilham as devidas fontes mas, considero importante complementar com outro ponto de vista algumas das questões expostas. Não é meu interesse fazer juízos de valor sobre o estudo mas, não podia deixar de tecer algumas considerações.

O documento refere que:

o salário de um director de marketing pode chegar aos 120 mil euros anuais, o director comercial aos 130 mil euros e o director de vendas aos 110 mil euros, adianta o estudo, lembrando que “existem incentivos acrescidos para profissionais que consigam dinamizar de forma agressiva o negócio das empresas”.

Numa primeira leitura os valores parecem “absurdamente” elevados porém, com uma leitura mais atenta verificamos que o texto diz “pode chegar” o que obviamente pode gerar alguma confusão. O “pode chegar” é muito relativo e basta haver um profissional de Marketing com esse salário para dizermos “pode chegar”, o que de forma alguma quer dizer que a maioria tenha vencimentos próximos disso (deveria estar no título algo como – Profissionais de vendas e marketing podem ter os salários mais altos em Portugal).

Lá porque o Eto´o é o jogador mais bem pago do mundo e recebe 20 milhões por ano, não quer dizer que se possa insinuar que todos os jogadores profissionais recebem isso, ou perto (a maioria está muito longe destes valores).

O que eu considero problemático neste artigo é a generalização utilizada e a forma como se expõe a questão quando há milhares de profissionais de Marketing no desemprego ou a desempenhar funções fora da sua área de especialização. Não digo que não seja uma área excelente para se trabalhar e com futuro porque não tenho dúvidas que é mas, temos que ir para além do salário.

É um perigo expor as coisas desta forma e utilizar títulos destes. O que a maioria dos leitores acabam por ler e interiorizar é:  Profissionais de vendas e marketing com salários mais altos em Portugal”, quando a maioria dos profissionais de Marketing está longe deste vencimento.

Por outro lado e não menos curioso, o estudo refere ainda que:

“O negócio das empresas está cada vez mais orientado para os resultados a curto e médio prazo. Essa preocupação estratégica é demonstrada pelas remunerações e benefícios atribuídos a cargos de topo nas áreas do marketing, comercial e vendas”

Gostava de conhecer o processo de investigação por de trás da afirmação mas, considero normal que na conjuntura actual muitas empresas estejam sufocadas e procurem obter resultados a curto – prazo todavia, não posso deixar de dizer que isso pode ser um “tiro no escuro”. Pelo conhecimento que tenho, de forma alguma isto é uma verdade absoluta. Se a maioria das empresas estiver com este pensamento estamos perante um cenário problemático.

Conheço muitas empresas em Portugal estão focadas no médio / longo prazo e isso podemos verifica-lo através dos investimentos que têm sido feitos em tecnologia de ponta e recursos especializados. Confesso que não sei se é a maioria ou não mais uma vez, é perigoso generalizar.

Numa altura em que o Marketing Relacional ganha terreno relativamente ao Marketing Transaccional, ter como único foco os resultados a curto prazo poderá fazer com que muitas empresas acabem por desaparecer.

Sem confiança dificilmente há transacção e sem transacção não há resultados. Não podemos, nem devemos, ignorar a necessidade de resultados imediatos todavia, “estar cada vez mais orientado para os resultados a curto e médio prazo” não me parece consensual com o que a maioria dos autores especialistas defendem.

No que respeita ao desempenho comercial, os profissionais devem estar cada vez mais focados em estreitar os laços emocionais que os unem ao cliente ou potencial cliente. Devem ser capazes de encontrar pontos comuns. Só desta forma vão conquistar confiança e avançar para a relação. Isto demora o seu tempo.

A única informação sobre o estudo – Estudos de Remuneração para 2011 – promovido pela consultora especializada em selecção e recrutamento - Michael Page Portugal é que ”o estudo da Michael Page analisou informação de 11 sectores de actividade com base na dimensão da empresa e no nível de responsabilidade do cargo.”

Teria sido interessante divulgar mais informação, nomeadamente a amostra e o tipo de empresas analisadas.

Se dessas 11 empresas 8 forem de características idênticas, a investigação apenas se centra num determinado perfil de empresa, não espelha a realidade do mundo empresarial nem de todos os profissionais (de Marketing, Finanças, Vendas..)

Basta uma simples questão como por exemplo, o tipo de produtos que vendem para tudo ser diferente. Por exemplo, a venda de produtos de alto envolvimento (casas, carros ou alta tecnologia) exige uma estratégia completamente diferente da venda de produtos de baixo envolvimento (pastilhas elásticas, garrafas de água ou cerveja) porém, estou convicto que independentemente do sector de actividade o foco cada vez mais orientado para o “curto – prazo” pode comprometer a empresa.

Em conclusão, considero o Marketing uma área em crescimento, evolução e com bastante potencial porém, não se pode esperar milagres. São poucos os profissionais de Marketing que conseguem estes vencimentos apenas com uma actividade laboral, seguramente uma minoria.

Existe a ideia preconcebida que o profissional de Marketing tem que ser um director ou um executivo com vencimentos elevados mas, embora seja possível lá chegar,  como em qualquer profissão, é preciso trabalhar, aprender e estar constantemente activo para chegar ao topo.

Tenho a percepção de que a maioria dos recém-licenciados em Marketing não está sequer a trabalhar num departamento de Marketing. Começam por outros empregos à procura de uma oportunidade ao longo do tempo.

Acho que estes estudos são relevantes para termos indicadores sobre o estado do mercado e da nossa profissão porém, considero essencial que sejam mais detalhados.

Pelo que tive oportunidade de ir lendo pela minha rede de contactos quando partilhei a notícia, a maioria reagiu em discordância com o estudo precisamente porque é preciso explicar algumas coisas que para quem está no mercado são evidentes.

Bons salários!

Audiência de Televisão vs Utilizadores de Internet

Género:

Segundo o INE (2009), a proporção de homens que utiliza computador e Internet é superior à das mulheres: 56,4% dos indivíduos do sexo masculino utilizam o computador e 51% acedem à Internet, para 46,6% e 42,2% das mulheres que utilizam, respectivamente, computador e Internet.

A Marktest (2008) demonstra que a audiência da televisão generalista é maioritariamente constituída por mulheres (57%).

Idade

No que respeita à faixa etária, na Internet são os mais jovens que predominam sendo que “os valores oscilam entre os 99.2% junto dos jovens dos 15 aos 17 anos e os 7.7% junto dos idosos com mais de 64 anoss 16 – 24 anos” (Marktest, 2010)

Por sua vez, no que diz respeito às audiências de televisão generalista, a população é representada maioritariamente pela faixa etária > 64 anos (Marktest, 2008)

Classe Social

A maior % de utilizadores de Internet pertence à classe alta (96,6%) seguindo-se a classe média alta (91,3%) (Marktest, 2010)

Relativamente à televisão, e citando a mesma entidade, os portugueses pertencentes à classe social mais baixa são os que mais tempo passam em frente ao ecrã de televisão.

Tempo médio de utilização

Internet: 13 horas/semana (TNS)

Televisão: Três horas, 29 minutos e seis segundos/dia (Ionline)

População em Portugal por idade

  • <14 anos – 15,60 %
  • 15 – 24 anos – 12,60 %
  • 25 – 49 anos – 37,20 %
  • 50 – 64 anos – 17,50 %
  • 65 – 79 anos – 13,20 %
  • > 80 anos – 3,80 %

Caso de estudo: Casa dos Segredos 2

Casa dos Segredos 2 , programa da TVI, tem sido alvo de criticas para muita gente da minha rede de contactos todavia, segundoa Marktest o programa foi visto por mais de 3.648.400 indivíduos ou seja, alcançou 15.1% de audiência média e 45.1% de share, o melhor valor do dia.

O estudo reforça ainda que “confrontando esta emissão com os restantes programas no mesmo período horário, verifica-se que A Casa dos Segredos 2 esteve acima da audiência registada pelo conjunto dos outros programas em cerca de 45%”

No que diz respeito ao perfil da audiência, a maioria dos telespectadores são do Interior do país e da Grande Lisboa, pertencentes a classes sociais baixas (C2 e D).

Maioritariamente esta audiência foi constituída por mulheres e no que respeita à faixa etária a população idosa (> 64 anos) foi responsável por 23% destas audiências.

Tudo depende de quem nos está a ouvir..

As criticas que verificamos na Internet são validas para determinado público-alvo mas, poderão não ser para outro, tudo depende da nossa audiência. Por outro lado, basta dar uma vista de olhos nas páginas do Facebook do programa - Casa dos Segredos 2 ou Secret Story 2 - para se perceber que não é só na TV que o programa tem seguidores atentos.

Dando a minha sincera opinião, concordo com a maioria das coisas que têm dito e tenho pena que a televisão fique  reduzida a este tipo de programas porém, sei que é isto que dá audiências e que eu não tenho o perfil do “target” dos canais generalistas.

Apenas para servir de comparação, um programa que teve bastante aceitação no ambiente digital foi o Último a Sair todavia, reparem na análise feita à audiência do primeiro episódio (Marktest, 2011):

Na primeira emissão, este evento registou 7.2% de audiência média e 17.9% de share. A melhor afinidade pertenceu aos indivíduos com mais de 64 anos (…)

A minha percepção é de que, comparativamente com a Casa dos Segredos 2, o “buzz” na Internet, em torno do programa Último a Sair, foi bastante positivo. Relativamente à audiência de televisão, a faixa etária predominante foi a mesma mas teve menos audiência e menos share (o pré – Marketing do Último a Sair focou-se bastante mais na WEB do que o da Casa dos Segredos que apostou na televisão e imprensa escrita).

Moral da história…

Se na Televisão um programa de 1h faz sentido, na Web poderá não fazer. Se na televisão o consumidor está habituado à publicidade intrusiva, na Web o consumidor não aceita esse tipo de publicidade. Se na televisão o utilizador tem paciência para esperar para ver a parte que mais lhe interessa, na Web os utilizadores querem ir direitos ao assunto.

Independentemente de estarmos a falar de programas de televisão ou de outro qualquer produto ou serviço:

  • As Marcas têm que definir muito bem o seu público-alvo para escolherem os canais de comunicação mais adequados. Comunicar na Internet e na Televisão está muito longe de ser a mesma coisa
  • Os diversos canais de comunicação podem cooperar com o intuito de aumentar audiências chegando a diversos segmentos-alvo contudo, para que esta cooperação se torne eficaz e eficiente, é importante trabalhar cada canal de comunicação em função das suas especificidades e exigências.
  • A nossa percepção e a nossa opinião podem-nos pode enganar. Aos nossos olhos determinado Produto pode não ter interesse nenhum mas, isso não significa que não possa vir a ser um sucesso. Como se costuma dizer no mundo das vendas “devemos procurar pensar com a cabeça do comprador”.

Boa comunicação!

Marketing: Reflexão sobre o “Endorsement”

Hoje tive oportunidade de analisar o Endorsement Tracking da Marktest e confesso que tive que reflectir um pouco sobre esta pertinente questão.

O estudo revela que “João Manzarra foi a personalidade que esteve mais tempo exposta em campanhas publicitárias de televisão” o que, aparentemente é positivo para as Marcas.”

Acontece que “João Manzarra conseguiu a oitava posição no ranking de recordação de personalidades conhecidas associadas a campanhas publicitárias. Por outro lado, o valor de recordação máximo foi em Abril, depois de dois meses a liderar o tempo de exposição de personalidades em publicidade TV (Março e Abril). Em Março esteve basicamente associado à marca Optimus, tendo em Abril partilhado a sua exposição também com a Sagres e, em menor número, com a McDonalds. Junho foi o mês em que a figura João Manzarra conseguiu o seu melhor rácio de eficiência ['tempo de exposição em televisão´ versus ´recordação´].”

O estudo refere ainda que “Se considerarmos as vinte personalidades com mais tempo de exposição em publicidade tv no primeiro semestre, verificamos que João Manzarra foi o décimo mais eficiente [rácio de eficiência: 'tempo de exposição em televisão´ versus ´recordação´], deixando à frente outras personalidades com menos exposição mas mais recordação. Exemplo disso são os resultados da actriz Fernanda Serrano, que em breve apresentaremos.”

Como Marca Pessoal, o João Manzarra deve ser valorizado porém, estes indicadores parecem-me evidentes. Mais tempo de exposição não significa maior sucesso ou visibilidade para as Marcas. Por outro lado estar associado a uma Marca Pessoal que já representa várias Marcas Empresariais pode ser um grande desafio.

No meu ponto de vista há dois grandes desafios no Endorsement:

1º A associação da Marca empresarial à Marca pessoal tem que dar garantias. Casos como o do nadador Michael Phelps ou do golfista Tiger Woods revelam o risco deste tipo de relação (embora considere que neste tipo de situação a Marca pode sair a ganhar se gerir bem a crise)

2º A Marca Pessoal tirar visibilidade à Marca Empresarial. Acontece com muita frequência as empresas serem “abafadas” pelas Marcas Pessoais que têm uma  imagem muito forte. Anúncios com o Cristiano Ronaldo ou com o Mourinho são memorizados por ”toda a gente” todavia, nos índices de recordação todos se recordam das personalidades, do que elas fazem e/ou dizem, mas podem não fazer ideia da Marca empresarial associada. É indispensável garantir que a associação é percepcionada pelo público-alvo (o mesmo se aplica às Marcas que têm embaixadores e ninguém sabe).

Tudo depende dos “budgets” disponíveis e dos valores da Marca porém, acho que as Marcas empresariais devem procurar Marcas pessoais menos concorridas e com maior predisposição para promoverem a Marca que representam. Com tanto profissional relevante na TV não me parece que seja o melhor caminho andarem todos atrás do mesmo.

É uma área muito interessante que exige muita ponderação porém, não posso deixar de relembrar que o Endorsement Digital está ai em força e com muito menos investimento as Marcas podem, eventualmente, causar mais impacto.

Poderá aceder ao estudo - Personalidades conhecidas: Recordação e Exposição; caso João Manzarra