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Como o bom senso pode mudar a perspectiva no Marketing

 

O ”bom senso” é seguramente um dos conceitos mais importantes para quem trabalha na área do Marketing contudo, é um conceito demasiado complexo.

Como li algures: Como se mede o bom senso? Com bom senso..

Não dominar as técnicas de Marketing mas tendo bom senso, poderá garantir o sucesso.
Dominar as técnicas de Marketing sem o dito “bom senso”,  pode levar ao fracasso.

A subjectividade do conceito  obriga-nos a “pensar com a cabeça” do nosso target.

O bom senso pode mudar a nossa perspectiva:

Perspectiva da empresa Perspectiva do cliente
Produto (product) Necessidades e desejos do consumidor (Consumer wants and needs)
Preço (price) Custo (cost)
Comunicação (promotion) Comunicação (communication)
Distribuição (place) Conveniência (convenience)

 

 

Tem conseguido fazer com que a sua “ausência” seja sentida?

“Não viva para que a sua presença seja notada, mas para que a sua falta seja sentida…”

(Bob Marley)

Isto é particularmente importante no mundo dos negócios.  Uma empresa que consegue fazer com que a “sua falta seja sentida” é uma empresa que tem uma “arma” de negociação muito forte e sabe que a variável preço não será a variável mais relevante para o cliente.

Uma empresa que consegue fazer com que a sua falta seja sentida, é uma empresa que cria verdadeiro valor para o seu cliente e, muitas vezes o seu cliente só percepciona isso quando “perde” o fornecedor e fica à deriva.

Se a vossa empresa faz falta, a negociação está do vosso lado!

A nível pessoal acontece precisamente o mesmo. Se pararmos para pensar e chegarmos à conclusão que se sairmos da nossa empresa ninguém vai sentir a nossa falta das nossas competências, é porque não somos verdadeiramente valiosos e importantes para a empresa e a qualquer momento podemos ser substituídos. Somos apenas um número, sem qualquer emoção.

Os colaboradores que fazem, verdadeiramente, falta às empresas não tem os seus postos de trabalho em risco e, quando têm, saem muito bem referenciados e com capacidade para negociar condições de trabalho. Por outro lado, um colaborador que é igual aos outros, que não se diferencia, fica sujeito às condições impostas pela empresa.

Fica o tema para reflexão.

Coopetição: Está a olhar para a sua concorrência da forma correta?

 

É normal que muitas empresas olhem para a sua concorrência como “alvos a abater” contudo, em muitos casos os concorrentes têm atributos que podem complementar os nossos.

coopetição (cooperação + competição) é sem dúvida um caminho a ter em conta numa conjuntura atribulada onde a optimização de recursos é palavra de ordem.

Através da coopetição podemos:

  • Explorar novos mercados (internacionalização)
  • Atingir novos segmentos
  • Optimizar recursos
  • Aumentar a nossa capacidade de resposta
  • Aumentar a nossa oferta
  • Ser mais eficaz
  • Identificação de oportunidades e ameaças

Questionem-se sobre:

  1. Quais as vantagens competitivas dos concorrentes?
  2. Qual a cultura organizacional dos seus concorrentes?
  3. O que posso “dar” aos meus concorrentes que eles não têm?
  4. O que é que os concorrentes me podem dar?
  5. O que faria (projetos) se tivesse recursos a dobrar ou a triplicar?
  6. Estou preparado para ter uma relação de confiança com um concorrente?
  7. Estou disposto a partilhar “know how”?

Importa referir que as empresas têm realmente que estar preparadas para dar este passo. A transparência e o compromisso são valores fundamentais.

Por experiência própria posso adiantar que a coopetição é bastante mais valiosa que a competição (que na verdade continua a existir mas de forma mais saudável).

 

 

Porque é que muitos produtos fracassam?

Podem haver diversos motivos, partilho aqui alguns:

•Falta de diferenciação

•Falta de definição do mercado e do produto

•Pouca atractividade do mercado

•Má implementação do Marketing – Mix

•Pouca qualidade do produto nos factores críticos

•Mau timming

 

O Marketing morreu?

 Artigo publicado no Marketing Portugal 

Quando vejo um título do género do que foi utilizado num artigo do dinheiro vivo - O marketing morreu. Viva o marketing – fico logo arrepiado com aquilo que posso vir a ler.

A divulgação de estudos que “matam” o Marketing Tradicional têm sido frequentes contudo, considero que falta aqui muita contextualização e há uma grande falta de coerência nesta matéria.

O Marketing, é uma disciplina em constante evolução e a banalização de conceitos é perigosa. A primeira pergunta é – O que é o Marketing? .

No artigo Fazer Marketing – O que é isso? partilho a minha visão. É importante que se perceba de uma vez por todas que Marketing não é sinónimo de publicidade. Vai muito para além disso.

Para mim, o 1º parágrafo do artigo do dinheiro vivo é assustador:

“O marketing tradicional — incluindo publicidade, relações públicas, branding e comunicação empresarial — está morto. Muitas pessoas em cargos e empresas de marketing tradicionais podem não perceber que estão a funcionar num paradigma acabado. Mas estão. Os sinais são claros.”

Infelizmente, esta introdução remete-me para o que eu temia: o artigo resume o Marketing “tradicional” à Comunicação ignorando todo o resto.

Haver um “switch” da publicidade tradicional para a digital é plausível todavia, não consigo perceber como se afirma que o Branding, as RP ou a Comunicação Empresarial morreram. Para mim, são três áreas com uma importância brutal e, para o bem das nossas empresas, espero mesmo que não morram. Sinceramente acho que estas áreas estão em constante adaptação, não morrem! (vou repetir isto várias vezes). Um bom exemplo da evolução da publicidade nos chamados meios tradicionais está bem presente na Rádio.

Depois de ler esta introdução, surgem-me logo 4 questões “tradicionais”:

  • As empresas vão deixar de implementar estratégias de preço?
  • As empresas vão deixar de desenvolver Produtos e Serviços, Marcas, embalagens, etc..?
  • As empresas vão deixar de ter canais de distribuição?
  • As empresas vão deixar de ter espaços físicos, onde as técnicas de venda e merchandising são indispensáveis ? (restaurantes, supermercados, sapatarias, lojas de roupa, farmácias, clínicas médicas, etc..)

Todas estas questões pertencem ao Marketing “tradicional” e, independentemente do impacto da Internet nas organizações, estas variáveis estão mais atuais do que nunca. Ao contrário do que possa parecer, as pessoas procuram personalização, humanização, confiança e segurança.

Continuo a ler o artigo e logo no 2º parágrafo surge mais um momento de reflexão:

“Primeiro, os compradores já não prestam muita atenção. Vários estudos confirmam que na “viagem de decisão do comprador,” as mensagens de marketing tradicional não são relevantes. Os compradores procuram informação sobre o produto e serviço à sua maneira, frequentemente através da Internet, e muitas vezes de fontes fora da empresa como “boca-a-boca” ou opiniões de clientes.”

Isto é interessante e até concordo contudo, pelo menos em Portugal, cerca de 40% da população não acede à Internet e importa conhecer o comportamento de pesquisa de quem acede, nem todos andam à procura de informações sobre produtos.

Este parágrafo refere algo importante - Os compradores procuram informação sobre o produto e serviço à sua maneira – ou seja, antes de “banalizarmos” a procura de informação na Internet, temos que conhecer muito bem o nosso consumidor – o que nos remete para duas técnicas “tradicionais” de Marketing – Segmentação e Targeting.

Quando falamos em Internet, temos que ter noção que estamos a falar de uma “infinidade” de conteúdos, sites e utilizadores, é obrigatório que qualquer profissional de Marketing durante o processo de diagnóstico de situação identifique todos esses comportamentos. Pesquisar e analisar o mercado, pressupõe a identificação de oportunidades, ameaças e tendências (onde provavelmente aparece muita informação relacionada com a Internet). Tudo isto são metodologias já utilizadas no Marketing “tradicional”.

Continuando a leitura do artigo, chegamos a um terceiro ponto importante:

“Terceiro, no atual ambiente cada vez mais dominado pelas redes sociais, o marketing e vendas tradicionais não só não funcionam tão bem, como não fazem sentido. Pense no seguinte: uma empresa contrata pessoas — funcionários, agências, consultores, parceiros — que não pertencem ao mundo do comprador e cujos interesses não estão necessariamente alinhados com os seus, e espera que estes convençam o comprador a gastar o seu dinheiro ganho arduamente em algo. Huh? Quando se tenta estender a lógica do marketing tradicional ao mundo das redes sociais, esta simplesmente não funciona. Pergunte ao Facebook, que se encontra atolado num debate constante sobre se o marketing no Facebook é eficaz. Na realidade, isto acaba por ser uma falsa questão, pois o marketing tradicional não está a funcionar em lado nenhum.”

“O Marketing e Vendas tradicionais não só não funcionam tão bem como não fazem sentido”. Como assim? Isto é tão relativo que até custa analisar. Será que a minha avó valoriza mais a Dica da Semana (que por acaso até faz coleção) ou uma aplicação mobile para comprar os seus produtos?

É preciso ter cuidado com as generalizações porque neste pais ainda se faz muito negócio “à mesa”! E quanto maior o valor envolvido na negociação mais importante se torna esta proximidade.

Os produtos de alto envolvimento (carros, casas, etc..) exigem algo fundamental – credibilidade e segurança – e o contacto pessoal continua a ser indispensável.

Não sei o que entendem por “vendas tradicionais” tendo em conta que qualquer vendedor com 30 anos de carreira sabe que tem que conhecer o seu cliente como ninguém e adaptar a sua estratégia de venda às necessidades dos seus clientes ou seja, se o perfil do meu cliente for de um jovem irreverente que provavelmente utiliza Internet para pesquisa de informação, eu – enquanto vendedor – vou ter que me adaptar ao seu perfil.

As Vendas e o Marketing, desde sempre que se adaptam à evolução do Mercado e da tecnologia. Televendas e TeleMarketing são 2 exemplos desta adaptação. A Internet é mais um canal que deve ser explorado pelos vendedores e profissionais de Marketing.

Outra afirmação importante no artigo é a que refere que – “quando se tenta estender a lógica do marketing tradicional ao mundo das redes sociais, esta simplesmente não funciona”- concordo a 100% mas isso é o que já se faz, ou deve fazer. Adaptar a mensagem ou a “lógica” a cada meio de comunicação é fundamental. Esta “lógica” deve variar se falarmos em TV ou em Rádio, o comportamento dos utilizadores é diferente, os meios de comunicação são diferentes, a mensagem é recebida de forma diferente, etc..etc. Mais uma vez, os meios de comunicação devem ser trabalhados de forma personalizada, seja a TV, Rádio, Imprensa ou Internet. É uma “regra” que nada tem de nova.

O artigo acaba por sugerir um conjunto de diretrizes interessantes sobre como devemos abordar o “novo modelo de Marketing”:

1º Restaurar o marketing de comunidade

Muito bem! Mas atenção que a comunidade não vive só da Internet muito pelo contrário. Temos assistido a uma tendência onde muitas comunidades procuram credibilização e contacto pessoal fora do mundo digital através da promoção de eventos, encontros, etc.

Relembro o caso Harley-Davidson que gere uma comunidade de sucesso muito antes da “era da Internet”

As empresas devem posicionar os seus esforços nas redes sociais para replicar o mais possível esta experiência de compra orientada para a comunidade

E se o meu “target” praticamente não estiver nas redes sociais. Deveremos ignorar os outros meios?

Por exemplo, quem trabalha na Indústria Farmacêutica na área dos medicamentos sujeitos a receita médica, deve posicionar os seus esforços nas redes sociais ou continuar a investir na sua equipa de vendas ou em congressos científicos? Uma coisa não substitui a outra..complementam-se!

Considero que há uma grande banalização sobre as redes sociais. As redes sociais (e o mundo digital em geral) têm um potencial enorme para a maioria das Marcas contudo, não é caminho único e o “novo Marketing” vai muito para além disso.

As redes sociais como estão aqui expostas limitam-se à tecnologia que nos permite unir pessoas (clientes), há outras formas de o fazer e as relações públicas assumem e continuam a assumir um papel importante nesta matéria.

3º Encontrar os influenciadores dos seus clientes

100% de acordo contudo, isto já se pratica no tal Marketing “tradicional” e exemplo disso são as campanhas de televisão que recorrem a figuras publicas (endorsement) com o intuito de influenciar os clientes.

Tendo em conta a componente Social na Internet, sem dúvida que cada vez mais surgem novos líderes de opinião em diversas áreas. Esta realidade torna-se num grande desafio para as Marcas que deixaram de ter controlo sobre a informação / opinião que é partilhada. As Relações Públicas voltam a ser imprescindíveis neste processo.

Ajudar a criar capital social

No artigo refere que “ marketing tradicional tenta muitas vezes encorajar o apoio dos clientes com recompensas em dinheiro, descontos ou outros incentivos impróprios”. Se são impróprios algo está a falhar no próprio Marketing.

Por exemplo, a BIAL com a sua Bolsa de Investigação ajuda os investigadores a obterem capital social e intelectual.

Há diversas formas de promover esta “ajuda” através de técnicas de Marketing Tradicional. Diria mesmo que em muitos casos a integração do tradicional será um incentivo muito maior do que limitar tudo ao “digital”.

E se um “opinion maker” de referência para a Apple fosse convidado para dar uma palestra ou tivesse um reconhecimento público no evento anual da Marca? 

Faça com que os apoiantes dos seus clientes se envolvam na solução que disponibiliza

Percebo a ideia e acho excelente para causas sociais ou para grandes Marcas contudo, questiono-me se isto se aplica à maioria das PME em Portugal. Para grandes Marcas, com fieis seguidores, parece-me “fácil”. Reforço que este ponto é fundamental para quem está a planear uma estratégia de Marketing Digital.

Lembro-me de ler algures o caso de sucesso de um restaurante (não me lembro do nome!) que abriu as suas receitas para a comunidade. Passado algum tempo, alguns clientes/seguidores acabaram por partilhar entre si novas receitas e sugestões para a ementa. Estas receitas e sugestões eram votadas pela comunidade e as receitas com mais votos entravam para o “menu” do restaurante durante um período de tempo. Talvez seja uma boa ação também para o ponto 4º.

O Marketing Tradicional morreu ou não morreu?

Acho que o artigo é muito interessante. Considero é que a separação entre Marketing Tradicional e Marketing Digital não faz qualquer sentido. O Marketing, enquanto disciplina trabalha como um todo e vai “beber” a todas as suas sub-áreas ou especializações.

É importante que se perceba que o Marketing não se limita à Comunicação e muito menos à Publicidade. Vai muito para além disso.

Como alguns autores defendem, a Comunicação é apenas a parte visível do Marketing, a essência de todo o processo é “invisível” para o consumidor. Por exemplo, uma análise SWOT (que é fruto da análise interna, do mercado e da concorrência) mal feita pode comprometer todo o lançamento de um produto contudo, essa informação nunca será “visível” e dificilmente será percecionada pelo consumidor.

Muito do que se faz no Digital já se fazia e faz no “Tradicional”. O Digital e o Tradicional devem estar integrados – Blended Marketing - e todas as ações deve ter pontos de contacto entre si. Um folheto pode promover uma página do Facebook e uma página do Facebook pode promover um Congresso.

São muito poucas as empresas que investem exclusivamente na Internet. Até a gigante Google investe em anúncios de Televisão e envia correio “tradicional”.

As pessoas que estão no digital são as mesmas que estão no “tradicional” como tal, todos os recursos devem ser ponderados para chegar aos clientes/potenciais clientes.

 

O Marketing está mais vivo do que nunca. Viva o Marketing!

 

O vendedor confuso

Artigo publicado no Marketing Portugal

Durante esta partilha não vou mencionar nomes porque não é meu intuito denegrir nenhuma Marca ou profissional, a ideia é partilhar o perigo deste tipo de situação para as empresas (e mesmo para os profissionais).

Era uma vez..

Tudo se passou num dia em que fui dar uma palestra sobre Marketing numa universidade do Norte. Depois da minha intervenção, falou uma pessoa sobre a sua experiência e sobre a sua realidade profissional.

Esta pessoa era um vendedor. Utilizou todo o seu tempo para falar da sua empresa e das vantagens que o seu serviço auferia aos presentes se estes aderissem ao seu “programa”. Não interessa para aqui o tipo de Marca, nem o tipo de programa, interessa que a pessoa foi excelente a vender o seu “peixe” e confesso que até eu estava quase a acreditar naquilo tudo.

Era um mundo de promessas e facilidades, o que se torna interessante para a conjuntura actual e acredito que influencie muita gente desesperada.

Depois de tal intervenção, eu e um parceiro que foi comigo, vínhamos a sair em direcção ao carro quando somos abordados pelo tal vendedor que nos pergunta algo como “vocês ajudam as pessoas a desenvolverem os seus negócios?”

De imediato dissemos o que fazíamos e sim, as duas valências que ali estavam eram interessantes para quem quer desenvolver o seu negócio.

Posteriormente o vendedor diz algo do tipo “estou a pensar abrir uma empresa XPTO”.

De imediato, eu e o meu parceiro olhamos um para o outro e pensamos em silêncio:

- “Mas esta pessoa não se farta de ganhar dinheiro na empresa que está? Não está hiper realizado?”

Percebemos que algo não estava a bater bem..

Depois de uma conversa rápida, o vendedor desmistifica a sua intervenção. Fala da Marca com “duas pedras na mão”, completamente desiludido e sem qualquer “amor à camisola”.

A conclusão foi imediata: A pessoa que estava à nossa frente não era a mesma que tinha estado na sala a “vender” a sua Marca. Na sala estava uma personagem a representar. À nossa frente estava a pessoa “real”, com problemas como muitas outras e forte desejo de mudar de emprego.

Como é possível alguém ter aquela prestação e afinal ser tudo uma grande “tanga”? Como é possível alguém querer arrastar outras pessoas para uma situação que odeia? Pensei para com os meus botões – “é preciso ter muita arte a vender” todavia, corrigi logo o meu pensamento para “é preciso ter muita arte para aldrabar os outros”.

Reflectindo sobre o assunto, aquilo era tudo menos uma venda. A venda, para mim, pressupõe uma troca de valor em que ambas as partes saem beneficiadas caso contrário, embora na gíria se possa chamar de venda, é aldrabice.

Resumindo

Algum decisor da Marca atribuiu a tarefa a alguém da sua equipa para falar com uma centena de pessoas acreditando que seria a pessoa certa mas faltou um detalhe, será que os responsáveis pela Marca estão minimamente preocupados em perceber e analisar as expectativas destes vendedores que geralmente trabalham por comissões? A percepção que tenho é que de facto nem pensam nisso. Querem é mais clientes, seja de que forma for.

A pessoa que tinha perfíl para ser um excelente vendedor, tornou-se (na minha óptica) o maior inimigo da Marca. Jamais eu recomendaria a sua empresa a alguém e sempre que me cruzo com os seus stands nos eventos penso logo “olha os aldrabões a enganarem mais uns quantos”.

Fiquei a pensar - ” se esta pessoa que nem me conhecia me disse isto a mim, o que dirá ao seu grupo de amigos, familiares e conhecidos?”

Para mim este é um exemplo do que se vive em muitas empresas. É tudo feito para gerar dinheiro rapidamente, dizem que é tudo feito para agradar o consumidor final contudo, os vendedores, aqueles que são a cara da empresa, andam totalmente insatisfeitos. Um cenário catastrófico para qualquer Marca.

Como alguém um dia me ensinou, se o consumidor está em 1º lugar nas empresas, os colaboradores estão em 0, vêm sempre antes. Sem vendedores satisfeitos, no meu ponto de vista, é impossível termos clientes satisfeitos (pelo menos a médio/longo prazo).

Conclusão

Se está no papel de empresário ou responsável de equipas, partilho uma “pirâmide” bem conhecida do mundo da gestão que muito resumidamente pretende transmitir que:

Temos que ter pessoas satisfeitas e realizadas para conseguirem implementar processos eficientes com o intuito de satisfazer e fidelizar os clientes para que a empresa obtenha a rentabilidade desejada.

Marketing para empresas

Recomendo a leitura do artigo: Marketing Interno, para que te quero?

Se está no papel de vendedor confuso, tente rapidamente sair desta situação contudo, seja coerente.  Não podemos entrar em desespero e andar a dizer o que nos apetece. Mesmo numa situação de insatisfação, nunca beneficiamos em atacar a Marca que representamos.

Como se costuma dizer, nas costas dos outros vemos as nossas. Imaginem que até estão a abordar alguém que vos pode ajudar a mudar. Acham que essa pessoa não vai pensar algo do género - “Se esta pessoa está a fazer isto à Marca que representa hoje, porque não fará isso comigo um dia que esteja insatisfeito por algum motivo?”

A recomendação é muito simples. Foque a sua conversa nos seus pontos fortes e no valor que pode acrescentar em vez de dar destaque aos seus problemas e às aldrabices que conhece.

Seja profissional e mantenha essa postura até ao fim.

Diferença entre Marketing e Vendas

“A venda enfoca as necessidades do vendedor; o marketing as do comprador. A venda está preocupada em converter seu produto em dinheiro; o marketing com a ideia de satisfazer as necessidades do cliente por meio do produto e toda uma gama de factores associados com a criação, a entrega e o consumo final”.
(Theodore Levitt)

O Gestor de Comunidades (Community Manager)

O Community Manager, tal como o nome indica, é um Gestor de Comunidades e é uma das minhas áreas de paixão por conseguir combinar um conjunto de áreas e competências com as quais me identifico, tais como:

  • Marketing & Comunicação
  • Marketing Digital & Social Media Marketing
  • Marketing Pessoal
  • Relações Públicas
  • Marketing Relacional
  • Tendências
  • Liderança & Motivação
  • Crowdsourcing

Perfil do Community Manager

Um Gestor de Comunidades deve ser alguém social e completamente apaixonado pelo seu trabalho e pela Marca que representa. Não acredito que um Community Manager tenha sucesso se optar por assumir uma personagem “fake”. Pressupõe-se que tenha poder de decisão para agir em função das necessidades dos membros da comunidade e da Marca que representa.

Este cargo tem vindo a assumir cada vez maior importância nas empresas devido ao crescimento do ambiente digital.

O Community Manager tem que saber lidar com a critica (positiva ou negativa) e é importante que tenha capacidade para escutar a opinião dos outros. É igualmente crucial que exista disponibilidade para partilhar conteúdo de excelência com a comunidade e interagir activamente.

Na minha perspectiva, a Gestão de Comunidades, é um cargo eminentemente social e comportamental todavia, a tecnologia assume um papel preponderante como facilitador que reúne, agrupa e promove a interacção e relacionamento entre os membros da comunidade. Através da Internet, os membros amplificam a sua opinião, critica ou sugestão e isso pode ser benéfico para qualquer Marca.

Estudar o consumidor no seu “habitat natural” sem exercer qualquer pressão ou influência (como acontece em muitos estudos de Mercado)  poderá ter um valor incalculável para uma Marca.

Algumas das actividades do Community Manager

O profissional que desempenha esta função é um individuo que assume o papel de “porta voz” da Marca e deve estar directamente ligado aos consumidores e restantes stakeholders. Tem um conjunto de actividades que se podem traduzir em valor para as empresas, tais como:

  • Identificação de oportunidades de negócio
  • Identificação de  melhorias (produto, processos, comunicação, etc.)
  • Gestão de crise
  • Cria relações com o consumidor
  • Comunica online e offline
  • Humaniza a Marca
  • Monitoriza o “buzz” em torno da Marca, do Mercado e da Concorrência
  • Responde rapidamente  (menos de 24h)
  • Privilegia a interacção e o relacionamento
  • Mantém presença em diversos canais de comunicação
  • Recebe feedback dos membros da comunidade e transforma-os em valor para a empresa
  • Identifica tendências
  • Identifica “Brand Envagelists” e potenciais embaixadores da Marca
  • Participa activamente em diversas comunidades
  • Articula a missão da empresa com os interesses da comunidade
  • Coordena a participação/presença de outros colaboradores da Marca
  • Assume o risco
  • Gere a reputação da Marca
  • Analisa comportamentos de consumo
  • Gera “brand awareness”
  • Dinamiza a comunidade (on-line e off-line)

Um Community Manager é um membro da comunidade e deve evitar qualquer tipo de promoção directa da Marca que representa todavia, é importante ser transparente sobre a sua identidade e respectivas intenções.

Torna-se crucial perceber de que forma se pode acrescentar valor à comunidade, mesmo tendo a noção que só faz sentido criar valor para a comunidade se isso se traduzir em valor e em resultados para a Marca.

Tem que haver um verdadeiro interesse pelas pessoas e pela comunidade em geral que vai para além do ambiente on-line. O trabalho off-line é  indispensável para humanizar e credibilizar a Marca.

O Community Manager é verdadeiro e não tolera o papel de fake


Marketing: As Marcas têm que ser transparentes

Artigo publicado no Marketing Portugal

Com a ascensão do mundo digital, mais do que nunca, as Marcas têm que ser transparentes e honestas. As Marcas estão a ser constantemente alvo de análises profundas que avaliam/analisam a sua veracidade, não vale a pena tentar contornar o “sistema”.

Seth Godin defende que as Marcas devem saber contar histórias ao ponto dos seus consumidores acreditarem nelas. O “guru” do Marketing vai ainda mais longe ao dizer que “os profissionais de Marketing mentem aos consumidores porque estes exigem que assim seja. Os profissionais de Marketing contam histórias e os consumidores acreditam nelas” porém, realça a importância das próprias Marcas acreditarem no que comunicam. Seth de forma alguma defende que a mentira (no verdadeiro sentido da palavra) é o melhor caminho aliás, o autor assume que se a história não for verdadeira os efeitos podem ser colaterais.

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Marketing: A criação de valor e o funil de compra

Artigo publicado no Marketing Portugal

Paulo Moreira, escreveu no artigo Mitos do Marketing algo muito interessante porém, há uma “expressão-chave”  que finaliza a sua abordagem que vou ter que “pedir emprestada” para este artigo:

” A criação de valor para o cliente só tem êxito se, efectivamente, proporcionar criação de valor para a empresa.”

Ter este pensamento é fundamental para evitar o desperdício. Muito se fala de relacionamento, interacção e criação de valor mas, na verdade este tipo de decisão só faz sentido se criar valor para a empresa (com resultados).
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Audiência de Televisão vs Utilizadores de Internet

Género:

Segundo o INE (2009), a proporção de homens que utiliza computador e Internet é superior à das mulheres: 56,4% dos indivíduos do sexo masculino utilizam o computador e 51% acedem à Internet, para 46,6% e 42,2% das mulheres que utilizam, respectivamente, computador e Internet.

A Marktest (2008) demonstra que a audiência da televisão generalista é maioritariamente constituída por mulheres (57%).

Idade

No que respeita à faixa etária, na Internet são os mais jovens que predominam sendo que “os valores oscilam entre os 99.2% junto dos jovens dos 15 aos 17 anos e os 7.7% junto dos idosos com mais de 64 anoss 16 – 24 anos” (Marktest, 2010)

Por sua vez, no que diz respeito às audiências de televisão generalista, a população é representada maioritariamente pela faixa etária > 64 anos (Marktest, 2008)

Classe Social

A maior % de utilizadores de Internet pertence à classe alta (96,6%) seguindo-se a classe média alta (91,3%) (Marktest, 2010)

Relativamente à televisão, e citando a mesma entidade, os portugueses pertencentes à classe social mais baixa são os que mais tempo passam em frente ao ecrã de televisão.

Tempo médio de utilização

Internet: 13 horas/semana (TNS)

Televisão: Três horas, 29 minutos e seis segundos/dia (Ionline)

População em Portugal por idade

  • <14 anos – 15,60 %
  • 15 – 24 anos – 12,60 %
  • 25 – 49 anos – 37,20 %
  • 50 – 64 anos – 17,50 %
  • 65 – 79 anos – 13,20 %
  • > 80 anos – 3,80 %

Caso de estudo: Casa dos Segredos 2

Casa dos Segredos 2 , programa da TVI, tem sido alvo de criticas para muita gente da minha rede de contactos todavia, segundoa Marktest o programa foi visto por mais de 3.648.400 indivíduos ou seja, alcançou 15.1% de audiência média e 45.1% de share, o melhor valor do dia.

O estudo reforça ainda que “confrontando esta emissão com os restantes programas no mesmo período horário, verifica-se que A Casa dos Segredos 2 esteve acima da audiência registada pelo conjunto dos outros programas em cerca de 45%”

No que diz respeito ao perfil da audiência, a maioria dos telespectadores são do Interior do país e da Grande Lisboa, pertencentes a classes sociais baixas (C2 e D).

Maioritariamente esta audiência foi constituída por mulheres e no que respeita à faixa etária a população idosa (> 64 anos) foi responsável por 23% destas audiências.

Tudo depende de quem nos está a ouvir..

As criticas que verificamos na Internet são validas para determinado público-alvo mas, poderão não ser para outro, tudo depende da nossa audiência. Por outro lado, basta dar uma vista de olhos nas páginas do Facebook do programa - Casa dos Segredos 2 ou Secret Story 2 - para se perceber que não é só na TV que o programa tem seguidores atentos.

Dando a minha sincera opinião, concordo com a maioria das coisas que têm dito e tenho pena que a televisão fique  reduzida a este tipo de programas porém, sei que é isto que dá audiências e que eu não tenho o perfil do “target” dos canais generalistas.

Apenas para servir de comparação, um programa que teve bastante aceitação no ambiente digital foi o Último a Sair todavia, reparem na análise feita à audiência do primeiro episódio (Marktest, 2011):

Na primeira emissão, este evento registou 7.2% de audiência média e 17.9% de share. A melhor afinidade pertenceu aos indivíduos com mais de 64 anos (…)

A minha percepção é de que, comparativamente com a Casa dos Segredos 2, o “buzz” na Internet, em torno do programa Último a Sair, foi bastante positivo. Relativamente à audiência de televisão, a faixa etária predominante foi a mesma mas teve menos audiência e menos share (o pré – Marketing do Último a Sair focou-se bastante mais na WEB do que o da Casa dos Segredos que apostou na televisão e imprensa escrita).

Moral da história…

Se na Televisão um programa de 1h faz sentido, na Web poderá não fazer. Se na televisão o consumidor está habituado à publicidade intrusiva, na Web o consumidor não aceita esse tipo de publicidade. Se na televisão o utilizador tem paciência para esperar para ver a parte que mais lhe interessa, na Web os utilizadores querem ir direitos ao assunto.

Independentemente de estarmos a falar de programas de televisão ou de outro qualquer produto ou serviço:

  • As Marcas têm que definir muito bem o seu público-alvo para escolherem os canais de comunicação mais adequados. Comunicar na Internet e na Televisão está muito longe de ser a mesma coisa
  • Os diversos canais de comunicação podem cooperar com o intuito de aumentar audiências chegando a diversos segmentos-alvo contudo, para que esta cooperação se torne eficaz e eficiente, é importante trabalhar cada canal de comunicação em função das suas especificidades e exigências.
  • A nossa percepção e a nossa opinião podem-nos pode enganar. Aos nossos olhos determinado Produto pode não ter interesse nenhum mas, isso não significa que não possa vir a ser um sucesso. Como se costuma dizer no mundo das vendas “devemos procurar pensar com a cabeça do comprador”.

Boa comunicação!

Marketing: Reflexão sobre o “Endorsement”

Hoje tive oportunidade de analisar o Endorsement Tracking da Marktest e confesso que tive que reflectir um pouco sobre esta pertinente questão.

O estudo revela que “João Manzarra foi a personalidade que esteve mais tempo exposta em campanhas publicitárias de televisão” o que, aparentemente é positivo para as Marcas.”

Acontece que “João Manzarra conseguiu a oitava posição no ranking de recordação de personalidades conhecidas associadas a campanhas publicitárias. Por outro lado, o valor de recordação máximo foi em Abril, depois de dois meses a liderar o tempo de exposição de personalidades em publicidade TV (Março e Abril). Em Março esteve basicamente associado à marca Optimus, tendo em Abril partilhado a sua exposição também com a Sagres e, em menor número, com a McDonalds. Junho foi o mês em que a figura João Manzarra conseguiu o seu melhor rácio de eficiência ['tempo de exposição em televisão´ versus ´recordação´].”

O estudo refere ainda que “Se considerarmos as vinte personalidades com mais tempo de exposição em publicidade tv no primeiro semestre, verificamos que João Manzarra foi o décimo mais eficiente [rácio de eficiência: 'tempo de exposição em televisão´ versus ´recordação´], deixando à frente outras personalidades com menos exposição mas mais recordação. Exemplo disso são os resultados da actriz Fernanda Serrano, que em breve apresentaremos.”

Como Marca Pessoal, o João Manzarra deve ser valorizado porém, estes indicadores parecem-me evidentes. Mais tempo de exposição não significa maior sucesso ou visibilidade para as Marcas. Por outro lado estar associado a uma Marca Pessoal que já representa várias Marcas Empresariais pode ser um grande desafio.

No meu ponto de vista há dois grandes desafios no Endorsement:

1º A associação da Marca empresarial à Marca pessoal tem que dar garantias. Casos como o do nadador Michael Phelps ou do golfista Tiger Woods revelam o risco deste tipo de relação (embora considere que neste tipo de situação a Marca pode sair a ganhar se gerir bem a crise)

2º A Marca Pessoal tirar visibilidade à Marca Empresarial. Acontece com muita frequência as empresas serem “abafadas” pelas Marcas Pessoais que têm uma  imagem muito forte. Anúncios com o Cristiano Ronaldo ou com o Mourinho são memorizados por ”toda a gente” todavia, nos índices de recordação todos se recordam das personalidades, do que elas fazem e/ou dizem, mas podem não fazer ideia da Marca empresarial associada. É indispensável garantir que a associação é percepcionada pelo público-alvo (o mesmo se aplica às Marcas que têm embaixadores e ninguém sabe).

Tudo depende dos “budgets” disponíveis e dos valores da Marca porém, acho que as Marcas empresariais devem procurar Marcas pessoais menos concorridas e com maior predisposição para promoverem a Marca que representam. Com tanto profissional relevante na TV não me parece que seja o melhor caminho andarem todos atrás do mesmo.

É uma área muito interessante que exige muita ponderação porém, não posso deixar de relembrar que o Endorsement Digital está ai em força e com muito menos investimento as Marcas podem, eventualmente, causar mais impacto.

Poderá aceder ao estudo - Personalidades conhecidas: Recordação e Exposição; caso João Manzarra

Marketing: Requisitos obrigatórios para ter sucesso na partilha

Artigo publicado no Marketing Portugal

Após ter sido publicado o artigo – A arte de Partilhar: Como se aproximar do seu público-alvo, surgiram inúmeras interacções que me levaram à conclusão de que é  indispensável relembrar que para se ter sucesso na partilha, as Marcas devem integrar na sua identidade as seguintes características:

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Marketing: Como se aproximar do seu público-alvo através da Partilha

Artigo publicado no Marketing Portugal


As empresas estão constantemente à procura de comunicar com o seu público-alvo todavia, num mercado cada vez mais competitivo, estas iniciativas nem sempre surtem efeito. É um desafio diário para os profissionais de Marketing.
É verdade que tudo mudou porém, embora o consumidor esteja mais exigente, acredito que ainda existem clientes fiéis aliás, mais fiéis do que nunca como tal, as Marcas devem ser capazes de se aproximar cada vez mais das pessoas (estamos a falar de pessoas e não de números!).

Defendo que todas as nossas acções e estratégias devem estar integradas e adaptadas à cultura das empresas contudo, considero que há um caminho que poucas empresas estão, verdadeiramente, a explorar – a arte de partilhar. Esta arte pressupõe que as Marcas (pessoais ou empresariais) partilhem o que interessa junto do seu “target” sem dar demasiado ênfase ao Produto.
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Marketing: Apple – Escassez como estratégia de Marketing

Artigo publicado no MKTPortugal

Como muitos outros entusiastas da Marca Apple (mas não consumidor, para já!), tenho acompanhado o trabalho da Apple numa perspectiva de Marketing (sempre!) e, por consequencia, tenho acompanhado as recentes notícias sobre a ruptura de stock dos iPAD 2.

Em diversas conversas sobre esta questão dos produtos Apple se esgotarem tão rapidamente, tenho visto algumas pessoas a acharem que os produtos se esgotam “por acaso” ou porque a procura é muita (que é!).

Para mim, mesmo não conhecendo o que está, verdadeiramente por trás desta estratégia (apenas conheço o que é divulgado que sabe sempre a pouco), fica claro e evidente que a Apple é brilhante a utilizar a escassez como estratégia de Marketing. Os produtos esgotam-se porque a Apple assim o deseja. É de conhecimento público  que muitas vezes há produto em Stock mas, não há autorização para se vender (Jarvis, 2010), exactamente para criar “escassez”.

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