Universidade Lusíada do Porto – Facebuzz Session

14, Maio, 2012 admin Nenhum comentário

É com um enorme prazer que vou estar na Universidade Lusíada, na próxima FACEBUZZ SESSION no dia 17 de Maio de 2012 pelas 17h a falar sobre Blended Marketing. Um tema que considero um pouco “comercial” mas espelha bem a ideia de integração entre o Marketing Tradicional e o Marketing Digital.

O principal desafio vai ser transmitir que o Marketing está em constante adaptação e faz todo o sentido pensar no Marketing e na Comunicação numa perspectiva integrada. O “tradicional” e o “digital” complementam-se de uma forma quase natural, é o reflexo do Marketing a evoluir.

Sports Marketing 2012

11, Maio, 2012 admin Nenhum comentário

Foi me lançado mais um desafio que integra duas áreas pelas quais sou apaixonado – Marketing Digital e Desporto.

No dia 22 de Maio vou abordar o caso REAL MADRID na óptica do Marketing Digital contudo, procurarei partilhar também algumas ideias para clubes de menor dimensão.

Aqui fica a informação sobre o Sports Marketing 2012 (o programa ainda não está fechado!)

IPAM apresenta-lhe o maior evento de marketing desportivo

Nos primeiros dias de inscrição para a edição 2012 da conferência Sports Marketing aadesão tem sido enormeReserve já o seu lugar pois este evento tem asinscrições limitadas a 150 lugares.

Após as edições do Porto (2009), Lisboa (2010), e Aveiro (2011) que contaram com a presença de mais de 700 participantes e de especialistas no marketing desportivo como William Sutton (American Sports Marketing Association), Robert Fernandez (ESPM Brasil), Pedro Dionísio (ISCTE), Miguel Bento (SL Benfica), Carlos Liz (APEME), Pedro Sarmento (Universidade do Porto), Bernardo Novo (FC Porto), Carsten Cramer (Borussia Dortmund) e Carlos Moutinho (Sportis) a melhor conferência de marketing para desporto volta a realizar-se este ano na cidade do Porto.

O mundo digital é hoje uma realidade incontornável. As ferramentas que proporciona para a relação com os consumidores são inúmeras. Torna-se necessário que os clubes e associações desportivas, percebam o potencial deste veículo como meio de interacção com os adeptos. Mais do que nunca se aplica a máxima: “se não está na Internet, então não existe”.

sports_marketing

PROGRAMA

14h30 Abertura

14h40 Apresentação do European Football Attendances Report 2012: Daniel Sá, IPAM Marketing School

ipam Pelo quarto ano consecutivo o IPAM apresenta o relatório anual mais completo sobre as assistências nos principais campeonatos de futebol europeu. São analisados mais de 20 países e 300 clubes em toda a Europa em domínios como médias de assistências, lotações dos estádios, rendimento e população.

15h20 O Caso Liga Virtual Zon Sagres: Ricardo Pereira da Silva, Director de Marketing da Liga Portuguesa de Futebol Profissional

liga A Liga de Clubes existe desde 1978 e é responsável pela gestão do futebol profissional em Portugal. Actualmente este organismo organiza a Liga Zon Sagres, Liga Orangina e Bwin Cup envolvendo os 32 clubes de futebol de topo em Portugal.

16h00 Coffee-break

16h20 O Caso Adidas: Tiago Perdigão, Head of Marketing da Adidas Portugal

adidas A Adidas foi fundada em 1948 sendo actualmente uma das marcas mais amadas no mundo. Possui hoje mais de 40.000 funcionários e os seus lucros anuais superam os 500 milhões de euros. Está presente em diversas modalidades e patrocina alguns dos clubes e atletas mais importantes do mundo.

17h00 O Caso Real Madrid, O Marketing Digital do Clube: Paulo Morais, Especialista em Marketing Digital

real_madrid No contexto actual importa perceber a estratégia dos principais clubes europeus de futebol na utilização das ferramentas digitais na relação com os consumidores. Aqui serão desvendados os segredos, estratégias, planos e métricas do maior clube de futebol do mundo.

17h40 Debate

18h00 Encerramento

Inscrições

Público Geral – 20€

Informações

Inscrição on-line/sm2012/

Event Manager: Pedro Malveiro

T: +351 229 398 080 | @: ipam@ipam.pt | F: +351 229 382 800

Formação: plano de Marketing Digital

10, Maio, 2012 admin Nenhum comentário

Objectivos

Num ambiente descontraído e informal, o objectivo desta formação é contribuir para que os formandos fiquem aptos para planearem as suas estratégias de Marketing Digital.

É uma formação maioritariamente centrada na estratégia digital.

Programa

Introdução ao Marketing Digital
Impacto do Marketing Digital nas organizações
Integração do Marketing Digital no “Marketing Tradicional”
Estrutura base para um Plano de Marketing Digital

Formador: Paulo Morais (www.mktmorais.com)
Duração: 6 horas
Horário: 10h – 13h | 14h – 17h
Preço: 150€

50% desconto para utilizadores Marketing Portugal (torne-se membro emwww.marketingportugal.pt)

Local: Maia (a anunciar brevemente)

Info: http://bit.ly/IcqmID

Inscrição: http://bit.ly/JtEIk5

Conferência de Comunicação: Marketing em Destaque

9, Maio, 2012 admin Nenhum comentário

A quantidade faz bem ao ego, a qualidade gera resultados

8, Maio, 2012 admin Nenhum comentário

Artigo publicado para o upload lisboa

No âmbito do Marketing é comumente aceite que os canais digitais, na sua maioria, devem ser uma aposta de “nicho” onde as Marcas conversam com a sua audiência.

Parecendo isto lógico para quem “navega por estes oceanos” não é isso que acontece na maioria dos casos. Muitas organizações que investem no “digital” continuam a investir na quantidade em vez de investirem na qualidade isto porque, a quantidade é demasiado apetecível para ser ignorada todavia, só com qualidade se gera interação.

Diariamente assistimos a “fenómenos virais” que conquistam audiências incríveis, na ordem dos milhões, num curto espaço de tempo. Números que aliciam os profissionais de Marketing a criarem um dia algo assim tão “viral”. Os clientes pedem-no e os profissionais prometem-no num ambiente onde quem dita as “regras” são os utilizadores, as pessoas.

Refletindo bem sobre este assunto. Quem não gostava de ter um vídeo com milhões de visualizações, independentemente da qualidade da audiência?

Para o ego é excelente. Eu próprio gosto de ver os meus vídeos com muitas visualizações. Diria que emocionalmente é fantástico porque oferece um sentimento de realização pessoal muito interessante.

Meios tradicionais estão em grande (re)volução

Confesso que sou um defensor da Comunicação Integrada e considero que os meios tradicionais estão em grande (re)volução e há muito para fazer nesta matéria contudo, este assunto faz-me recordar um debate informal sobre como podemos medir o ROI (Retorno sobre Investimento) de uma campanha de publicidade on-line e o processo de medição de audiência (ou mesmo de impacto) de uma campanha na televisão ou rádio.

Neste debate os intervenientes tinham diversas perceções mas há uma justificação em defesa da televisão que eu não me esqueço. O Diretor de Marketing de uma grande empresa referia que “eu quando coloco um anúncio de televisão, sinto logo o impacto. O meu telefone não para de tocar”. Era mesmo aqui que eu queria chegar, voltamos à tal coisa do “ego” que mencionei anteriormente mas que agora surge noutro contexto.

A pergunta que coloquei de imediato foi “e quem lhe liga são os seus clientes/potenciais clientes ou são os amigos e os colaboradores para dar graxa?”. Embora não seja muito relevante, acho que sabem a resposta

Avaliar impacto através do “ego”

Esta maneira de medir o impacto, está na origem da orientação de muitas organizações para a quantidade e não para a qualidade. É muito mais fácil justificar um investimento dizendo que se conquistou “milhares” de fãs numa página do Facebook do que medir os resultados reais desse mesmo investimento.

A quantidade, de uma forma geral, pode ser analisada por qualquer um. A qualidade é que, tendo em conta a sua subjetividade, se torna mais complexa e pode ser trabalhada de diversas formas, recorrendo a diversos indicadores de performance.

Qualquer um de nós conhece páginas com milhares de fãs mas com taxas de interação muito reduzidas. Há vários fatores que podem criar este cenário mas três deles parecem-me evidentes e demasiado frequentes:

1. A Marca adotou uma estratégia de conteúdos desadequada à sua audiência
2. A sua audiência não é aquela (falha na segmentação)
3. A Marca adotou uma estratégia de comunicação focada na quantidade e não na qualidade dos seus seguidores (como por exemplo Marcas que anunciam na rádio que doam X€ por cada novo fã na sua página do facebook)

Podemos achar que o exemplo anteriormente referido é ”bizarro” contudo, acontece mais vezes do que devia. Muitos gestores de Marketing gerem para si, para conseguirem “hastear a sua bandeira” com o intuito de deixarem a SUA Marca na organização. Mesmo que inconscientemente, não estão a tomar decisões em prol dos resultados e da empresa, com foco no consumidor e nas suas necessidades e desejos. Estão focados na quantidade.

Menos quantidade pode gerar mais qualidade

A não ser que o objetivo seja, por exemplo, conquistar notoriedade em massa (coisa pouco frequente e recomendável para a maioria das Marcas), um vídeo com 100.000.000 visualizações em nada me garante mais retorno do que um vídeo “apenas” com 1.000 visualizações.

Da mesma forma, milhares de seguidores em determinada rede social em nada garantem mais eficácia que “apenas” umas centenas. Por consequência, uma feira com 100.000 visitantes em nade me garante um retorno mais interessante que uma feira com 2.000 visitantes. Tudo depende das nossas decisões. Em muitas situações, o “menos” (quantidade) pode ser “mais” (qualidade). Uma rede social menos conhecida, menos explorada, com menos concorrência e menos utilizadores, pode gerar muito mais resultados.

Se a segmentação for bem implementada, se a comunicação for direcionada e atingir o público-alvo definido, as 1.000 visualizações podem corresponder a 1.000 clientes ou potenciais clientes que absorveram a mensagem e viram o vídeo porque têm interesse no que se está a “promover”. Melhor ainda, estas 1.000 visualizações podem ser “fruto” da recomendação do público-alvo para os seus pares, o que torna tudo muito mais valioso e interessante.

Como é óbvio, tudo depende da organização em questão, da sua dimensão, dos seus objetivos, da segmentação, do posicionamento e dos recursos (financeiros, humanos e tecnológicos) contudo, a mensagem a reter neste artigo é simples:

Aloquem todo o vosso investimento e todos os vossos recursos no que realmente interessa, no que consideram de qualidade para atingirem resultados mensuráveis que se traduzam em valor acrescentado para a organização, para os clientes e para vocês (sendo que, se de forma genuína, o “vocês” vier em último plano, mais facilmente sentirão esse reconhecimento).

Marketing para farmácias

4, Maio, 2012 admin Nenhum comentário

Este vai ser este o tema que vou estar a dinamizar numa formação com uma audiência constituída, maioritariamente, por farmacêuticos.

Grande desafio!

Em análise: Campanha Pingo Doce 50% desconto

1, Maio, 2012 admin 16 comentários

Acabei de visitar um conjunto de lojas Pingo Doce no Norte do país. Não gosto de me ficar pelas notícias ou por opiniões pouco fundamentadas (ver notícia aqui)

Este artigo espelha o meu ponto de vista suportado pelo que presenciei e pelo que conversei com pessoas envolvidas, diretamente nesta campanha contudo, aceito e respeito desde já as opiniões e visões contrárias.

Lembro-me quando surgiram notícias que referiam que Soares dos Santos vendeu 56% do capital à subsidiária do grupo na Holanda o “enorme” buzz negativo em torno desta decisão. Quase que se fazia crer que o grupo iria ser penalizado por esta ação contudo, o lucro do Pingo Doce em Portugal continua a subir.

É preciso perceber o verdadeiro impacto de determinada ação no nosso cliente/potencial cliente aliás, a nossa perceção de impacto é influenciada pela nossa rede de contactos ou pelos nossos pares.

É normal que na minha rede pessoal surjam “N” comentários sobre a estratégia do Pingo Doce porque maioritariamente é composta por gestores, empresários, empreendedores ou profissionais de Marketing ou seja, pessoas que se interessam por estes temas, o que de forma alguma significa ser o que a maioria das pessoas pensa.

O Pingo Doce conseguiu fazer o mesmo que a Apple faz no lançamento de um novo produto. Ou o que os U2 fazem quando colocam bilhetes à venda. A diferença é que para muitos a Apple e os U2 são Marcas “cool” mas o Pingo Doce não.

Colocar milhares de pessoas em filas para aceder, em primeira mão, a benefícios e a propostas de valor da Marca é algo que só se consegue com grandes campanhas (geralmente também controversas).

Eu não ficaria 3 ou 4 horas à espera para entrar num supermercado para fazer as minhas compras da semana mas, por outro lado, talvez fosse capaz de estar 3 horas à espera de um novo produto Apple ou, como já estive, mais de 3h para ficar num bom lugar a ouvir Coldplay. Tudo depende da tal proposta de valor percebida pelo consumidor.

Vi pessoas à espera para entrar nos pontos de venda (nem falo nas que esperavam para pagar) que faziam fila nos parques de estacionamento. Sem dúvida a loucura total.

De uma forma geral, os factos são óbvios, a adesão da população foi em massa. Zonas calmas, onde nunca se passa grande coisa, ficaram cheias de gente e com uma afluência incrível de pessoas.

Ninguém obrigou as pessoas a aderirem à campanha ou a esperarem 3 ou 4 horas para fazer as suas compras. Esta campanha conseguiu criar valor real e foi percebido pelo consumidor. Indiscutivelmente, o consumidor viu uma oportunidade e percebeu que tinha de fazer alguns sacrifícios para a aproveitar. Muitos aproveitaram.

Há um tema controverso sobre o qual nem vou opinar, que tem a ver com os trabalhadores estarem a trabalhar neste dia (1 de Maio). Acho que este tema é sensível em função da experiência e perspetiva de cada um. Certo é que nestes dias há MUITOS profissionais a trabalhar para além dos centros comerciais ou hipermercados.

Outra questão que não devemos ignorar é que os funcionários recebem mais por ser feriado, o que nos dias de hoje é importante para muita gente. Inclusive falei com pessoas que não estavam minimamente incomodadas por estar a trabalhar exatamente por isso. Não nos podemos esquecer que estes grupos são privados e faz-me um pouco de confusão quando fica tudo muito revoltado com os trabalhadores do grupo Sonae ou Pingo Doce por estarem a trabalhar, mas não se ouve falar dos trabalhadores do Estado que também o estão a fazer.

Contra factos..

Esta indústria tem estado ao “rubro” no que respeita à comunicação. Ora o Continente faz um anúncio a desafiar o Pingo Doce, ora o Pingo Doce responde desafiando o Continente. A luta pela diferenciação através do preço faz com que os investimentos em comunicação tenham que ser cada vez mais elevados para a mensagem chegar ao consumidor.
Investimentos em promoções, anúncios de TV, rádio e imprensa são uma constante para estes grupos e vão continuar a ser mas, o Pingo Doce optou por outro caminho, na minha opinião, mais agressivo e irreverente.

Vi críticas que referem que esta ação é discriminatória visto que é direcionada para os pobres. Ora bem, então o que faz o Continente com os descontos de cartão e promoções com a Galp, ou quando dá 50% de descontos nos brinquedos na altura do Natal? Acho que vai dar tudo ao mesmo.

Isto não é descriminação. No meu ponto de vista até pode ser o oposto. Com estas campanhas as Marcas permitem alguma igualdade, mesmo que momentânea. Pessoas com menos possibilidades passam a ter, por algum momento, melhores condições. Exatamente as mesmas possibilidades criadas, por exemplo, nos Saldos.

Como é óbvio, isto depende do ponto de vista com que olhamos para as coisas. Esta ação também está a ser interpretada como uma ação que favorece os portugueses, tendo em conta a situação atual do país (a adesão do consumidor fala por si). Basta ir ao Facebook do Pingo Doce para ver agradecimentos.

Quando falamos em ações desta dimensão, é mais do que normal que, principalmente pelas redes sociais, surjam comentários negativos contudo, os profissionais de Marketing, embora devam ter isso em consideração e devam seguir de perto o que se passa, devem ter a capacidade de se distanciar deste “buzz” e analisar o que se passa fora do “digital”, porque é ai que está a ser gerado valor de quem se deu ao trabalho de ir ao local.

Ainda há minutos ouvia na RTP um consumidor que tentava ir comprar umas coisas a dizer “não consegui comprar nada, isto está cheio de gente, vou-me embora”. Isto é mais do que legitimo contudo, milhares de pessoas optaram por ficar e acreditem que não é só a necessidade que faz com que isto aconteça. Mais do que uma necessidade é também uma oportunidade.

Pelo que tenho analisado e, tendo em conta que as pessoas nas redes sociais estão sempre mais predispostas a falar mal do que bem, a balança está mais ou menos equilibrada, não é daqueles casos em que todos falam mal e..ponto final.

Pelas redes sociais também há pessoas a agradecerem ao Pingo Doce esta ação. Há pessoas a demonstrarem que pouparam muito dinheiro nas suas compras. Há pessoas a pedirem mais dias assim.

Grande parte das críticas estão a surgir de pessoas indignadas por verem os funcionários do Pingo Doce submetidos a tanto trabalho neste dia (e isto é uma realidade. Os funcionários do Pingo Doce que deram conta do recado hoje, deviam receber esse reconhecimento)

As lojas do Pingo Doce estão cheias como nunca se viu. De Norte a Sul do país e esgotaram stocks.

Vantagens da ação

No meu ponto de vista esta ação traz um conjunto de vantagens quer para o Pingo Doce quer para o consumidor.

  • O Pingo Doce atraiu milhares de pessoas para as suas lojas, promovendo os seus espaços e produtos
  • O consumidor poupa dinheiro
  • O Pingo Doce está a ser tema de conversa (e nem sempre pela negativa)
  • O Pingo Doce implementa uma ação que reforça o seu compromisso, a sua proposta de valor, junto do seu público-alvo – Sabe bem pagar tão pouco. Se assim não fosse, as pessoas não estariam a fazer as filas que se viu
  • Para muitos, esta ação teve um impato positivo, recomendam e agradecem
  • Os noticiários estão a transmitir em direto imagens nos Pingo Doce
  • Rentabilidade para o grupo

Desvantagens

  • Loucura no ponto de venda. Há relatos de lojas que fecharam as portas e os consumidores começaram a bater nos vidros para a loja voltar a abrir. Há de fato algumas situações caóticas (contudo, por onde passei estava tudo calmo)
  • Impato negativo. Certamente que muitos consumidores ficarão insatisfeitos com o excesso de afluência e a ação no dia 1 de Maio também “dificulta” o processo
  • Excesso de trabalho para os funcionários (muitos não esperavam o dia que iam ter pela frente)
  • Não conseguiram cumprir um dos seus compromissos junto do cliente “num ambiente de compra agradável com a garantia de elevada segurança alimentar e de um bom serviço ao cliente… de modo a manter uma relação duradoura e de confiança com os clientes.”. Obviamente que neste dia assistiu-se a uma falta de cuidado com o consumidor. Tudo tem que ser muito rápido, o atendimento é rápido e sem qualquer personalização. Alguns consumidores ficaram ao relento à espera para entrar e é inegável que muitos tenham sentido um enorme desconforto neste dia
  • Muitos dos compradores apenas foram atraídos pelo preço, não são fieis nem estão minimamente relacionados com a Marca Pingo Doce ou seja, esta afluência pode ter prejudicado alguns clientes fieis que ficaram descontentes com este cenário.

Como sabemos, as notícias pegam sempre pelo que gera notícia. Divulgar que a PSP teve em diversos pontos de venda, que pontos de venda fecharam por existirem problemas, etc.. é o que gera “buzz” contudo, há pessoas satisfeitas e felizes com esta ação.

O que um responsável me disse foi que “as pessoas estão a comprar o que precisam e o que não precisam para poupar”. Acontece que tudo isto é muito subjetivo. Cada um é que sabe o que precisa e de que forma pode aproveitar esta “loucura”.

Gostava também de realçar que o grupo Jerónimo Martins não ignorou os seus funcionários e vai criar um sistema para que possam auferir destes descontos durante um período de tempo. Não adianto detalhes porque não os conheço e acho pouco relevante mas, partilharam isso comigo.

Contudo, o que se passou hoje nos pontos de venda Pingo Doce, foi demasiado penoso para muitas equipas que simplesmente não tinham capacidade humana para responder a tanta adesão. Julgo que ninguém estava à espera de tanta gente…

Esta ação também demonstra bem que os meios tradicionais estão bem “vivos”. O Pingo Doce é uma Marca global, não é uma “loja de bairro” ou seja, estas ações nacionais, quase sempre, geram bastante controvérsia. Um profissional que tome estas decisões tem que saber “viver” com isso.

Na minha opinião, foi uma ação arriscada mas que superou as expetativas. Gostava de ter acesso ao número de consumidores que aderiram a esta campanha, ao volume de faturação comparativamente com dias normais e, obviamente, aos lucros reais deste dia de “loucura”. Há algo que não será fácil de medir – o impato na Marca Pingo Doce contudo, os próximos desenvolvimentos devem ser acompanhados de perto.

Sinceramente considero que o Mercado, em geral, precisa de ser desafiado com ações irreverentes deste género porque, no final, acredito que quem sai a ganhar com tudo isto somos nós, consumidores.

Recomendação para o Pingo Doce: Alocar recursos para optimizar a sua presença Digital

Convite para escrever um livro

30, Abril, 2012 admin Nenhum comentário

Fui hoje novamente contactado por um editor para publicar um livro. Já tinha um projeto destes em mente desde o ano passado contudo, não achei que fosse a altura certa para avançar.

Agora, com mais maturidade, acho que este era o argumento que precisava para arrancar. Independentemente de chegar a acordo com esta editora, vou começar a amadurecer a ideia para tentar integrar 3 temas essenciais na minha vida – Marketing, Marketing Pessoal e Marketing Digital.

Mais do que um livro técnico, espero conseguir criar algo prático e transversal às Marcas, independentemente da sua dimensão.

Este será o local ideal para ir partilhando convosco o desenvolvimento deste projeto contando desde já com o vosso apoio e sentido critico.

Mãos à obra!

Seminário de Valorização Pessoal e Emprego

30, Abril, 2012 admin 2 comentários

É já no dia 15 de Maio, entre as 15h e as 19h30, que vou estar no Seminário de Valorização Pessoal e Emprego, em Vila Nova de Gaia, a falar sobre Marketing Pessoal

Marketing Pessoal – É preciso ser pro-activo

18, Abril, 2012 admin Nenhum comentário

No meu ponto de vista, sozinhos não somos ninguém como tal, ter as pessoas certas do nosso lado (colaboradores, parceiros, amigos, família, clientes, fornecedores, etc..) é essencial para que se consiga “alavancar” uma Marca Pessoal contudo, temos que ser pro-activos para tirar proveito desta “força humana” que contribui para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional.

Temos que saber tirar proveito das oportunidades e, pegando na mensagem que esta imagem pretende transmitir, temos mesmo que ir à “caça” porque ninguém nos pode dar de comer a vida toda. Esse cenário é demasiado perigoso.

Temos que saber acrescentar valor e as pessoas têm que sentir que vale a pena “investir” em nós mas para isso, tem mesmo que valer a pena…

Na conjuntura atual, as pessoas que se acomodam estão constantemente em perigo.

É uma das ideias que vou defender no workshop de hoje no Workshop de Marketing Pessoal, no âmbito do Connecting the Dots, projeto oficial da Capital Europeia da Juventude

Marketing Pessoal – Campus de Azurém, Guimarães das 18h às 20h

Escola Superior de Tecnologia e Gestão

16, Abril, 2012 admin Nenhum comentário

Formação em Viana do Castelo, no âmbito dos Mestrados da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, no dia 15/04/2012 sobre Marketing Digital e o impacto das Redes Sociais nas organizações

Palestra em Viseu, excelente dia..

15, Abril, 2012 admin Nenhum comentário

No dia 14/04 estive em Viseu no Mark(think) PsicoSoma In(Ovate) com um excelente grupo de oradores a dinamizar palestras com o intuito de explicar porque é que o Marketing é Sexy e Inteligente.

Para este evento levei o tema – Desafios da Internet para as empresas . Excelente organização e dinâmica. Sem dúvida um dia muito bem passado

  • João Catalão (YouUp),
  • Flávio Gart (Bazooka),
  • PauloMorais (Marketing Portugal),
  • José Eduardo Garcia (AYR – Consulting),
  • Paulo Moreira (Place Marketer)
  • Jorge Remondes (Unv. Lusíada),
  • Pedro Caramez (Linkedin Portugal),
  • Fernando Rodrigues(PsicoSoma/LoveBox),
  • Vasco Jorge (IPL),
  • Yoann Nesme (PPL Crowdfunding Portugal),
  • Teresa Paiva (IPG)
  • Maria José Madeira Silva(UBI)

Master Comunicação Empresarial em Braga

11, Abril, 2012 admin Nenhum comentário

Vou fazer parte do corpo de docentes do Master em Comunicação Empresarial em Braga. A ideia será abordar o tema Tendências de Consumo e Estudos de Mercado no âmbito do Marketing Digital.

“Depois de um estudo às reais necessidades do tecido empresarial português verificou-se que havia um vazio na secção da comunicação dentro das empresas. Para completar esse vazio a Católica de Braga articulou-se com a Associação Empresarial de Portugal e a Associação Industrial do Minho e criaram um master que reúne as sinergias eficazes entre o saber da Academia e a Experiência da Contemporaneidade Empresarial. Para isso contam com os 29 docentes, 11 de carreira universitária nacional e internacional, nove empresários com uma experiência alargada em diferentes áreas e nove criativos ou especialistas nas áreas de lecionação.”

Unidades curriculares:

  • Comunicação e Estratégia empresarial
  • Tendências de Consumo e Estudos de Mercado
  • Atelier de Publicidade e Design de Comunicação
  • Ética Empresarial e Direito do Consumo
  • Economia Empresarial e Financeira
  • Relações Públicas e Comunicação de Crise
  • Análise do Discurso Económico e Político
  • Marketing e Comunicação Integrada

Ver toda a informação sobre o curso na notícia divulgada pelo Marketing Portugal

Até breve

Vou estar no Mark(think) PsicoSoma In(Ovate)

11, Abril, 2012 admin Nenhum comentário

Esta semana está a ser totalmente ao rubro e é já no Sábado que vou estar em Viseu no Mark(think) PsicoSoma In(Ovate) a falar sobre os desafios da Internet para as Empresas.

Promete ser um evento inspirador, inteligente e  ”sexy” !

Congresso Nacional de Marketing

5, Abril, 2012 admin 2 comentários

Foi com grande satisfação que aceitei o convite para estar no Congresso Nacional de Marketing no âmbito da  XIIIª Semana Nacional do Marketing – APPM, no dia 19 de Abril em Lisboa.

PROCURAR emprego ou ATRAIR emprego?

30, Março, 2012 admin Nenhum comentário

Amanhã vou estar em Coimbra a partilhar ideias sobre dois temas:

1ª Como procurar emprego através da Internet
2º Como promover um negócio na Internet

Contudo, quando estava a preparar a apresentação percebi que não sei procurar emprego e, como não gosto de falar sobre o que não sei, vou por outro caminho.

Em vez de centrar as atenções na PROCURA de emprego, vou partilhar umas ideias sobre como ATRAIR emprego.

Parece-me bem mais interessante e desafiador tendo em conta que mais de 14% da população está neste momento à PROCURA e uma percentagem muito mais reduzida estará a tentar ATRAIR emprego.

Até amanhã!

Projecto português: ir às compras sem sair do prédio!

29, Março, 2012 admin Nenhum comentário

Hoje, estava a ler as notícias do Expresso e vejo mais um caso que prova que por vezes a atitude vale muito mais do que a ideia em si.

Já alguma vez pensaram em ir às compras sem sair do prédio? Provavelmente já.

Provavelmente todos já sentiram necessidade de comprar algo quando a mercearia ou o supermercado mais próximo já tinham fechado.

Confesso que não perdi muito tempo a pensar no assunto todavia, a ideia apresentada pela Miss Shop, embora ainda deva ser amadurecida, faz todo o sentido e poderá ser a solução para uma necessidade evidente.

A Miss Shop pretende colocar máquinas de vending nos prédios com o intuito de facilitar a vida às pessoas, o que nos leva logo a uma primeira questão.

Estará a Miss Shop a entrar no mercado do Vending ou da Conveniência?

Para mim não há dúvidas, está a entrar no mercado da conveniência e o vending é uma das formas de potencializar a adesão das pessoas a este novo “desafio”.

Como surge a ideia?

À semelhança de mentores de grandes projetos, João Vilar assume que “A ideia ocorreu numa noite em que lhe apeteceu um chocolate e percebeu que teria de ir à rua para o comprar e… não foi!Ou seja, João Vilar, como consumidor, sentiu uma necessidade e procurou uma solução.

Steve Jobs, sentiu necessidade de criar um computador diferente porque ele, como consumidor, não gostava da oferta disponível no mercado.

Por vezes a necessidade tem que partir de nós próprios e as ideias podem surgir de algo que gostaríamos de ver diferente.

A atitude pode valer mais do que a ideia em si

Voltando à questão da atitude, João Vilar, partilha que “Fui falar com o director de um operador de vending e apresentei-lhe a ideia, com o intuito de os ter como fornecedores e criar uma espécie de parceria. Gostaram da ideia, mas penso que gostaram mais do meu entusiasmo e determinação. Perfeito!

O desafio – Criar propostas de valor para todos os envolvidos

Mudar comportamentos nunca é fácil mas, olhar para o mercado, identificar recursos e criar algo diferenciador a partir do que já está feito ou já existe, pode evitar investimentos elevados e pode fazer a diferença.

Esta ideia, independentemente do seu sucesso, apresenta uma proposta de valor para as principais partes envolvidas.

  • Consumidor – Acesso facilitado a determinados produtos, conforto e conveniência
  • Operador/Fornecedor – Possibilidade de explorar um novo segmento-alvo
  • Miss Shop – Responsável pelo projeto

Comunicação “tradicional” morreu?

Outro capítulo interessante deste caso é a importância dos meios de comunicação, mesmo os “tradicionais”, que tanta gente tenta “enterrar” mesmo antes de morrerem (na minha opinião nunca irão morrer porque se vão reinventar)

Depois de tentarem, usando os seus próprios meios, chegar a diversos potenciais clientes, João Vilar assume que “Entretanto, um simples email para contar a nossa história no Dinheiro Vivo, fez-nos saltar para o programa da Júlia Pinheiro na televisão e, de repente, a Miss Shop ficou conhecida por milhares de pessoas e os contactos começaram chegar.”

Resumindo

Este é um caso que acredito que tenha “pernas para andar”, não só pela ideia em si mas pelo foco da equipa envolvida.
Os responsáveis do projecto contactaram mais de 50 condomínios e  apenas conseguiram entrar em 2 ou seja, ouviram 48 “nãos” e é aqui que muitas vezes está a diferença. Alguns profissionais baixavam os braços e desistiam outros, continuariam a acreditar no seu projecto e procurariam aprender, todos os dias, com intuito de melhorar.

Uma regra básica para qualquer projeto é que nunca se vai conseguir agradar a toda a gente (nem a Google, Apple ou Coca-Cola o conseguem fazer) por isso é que a segmentação assume um papel preponderante para rentabilizar recursos evitando o desperdício.

Ideias todos temos mas, uma ideia sem acção não vale nada e Portugal precisa de acção, precisa de Empreendedores activos e motivados. É esse o nosso caminho.

Ver artigo completo no Expresso – Ir às compras sem sair do prédio

Os 12 maiores empreendedores do nosso tempo

23, Março, 2012 admin Nenhum comentário

Gostei da partilha do Dinheiro Vivo sobre Os 12 maiores empreendedores do nosso tempo.

São eles:

  • Steve Jobs – Apple
  • Bill Gates – Microsoft
  • Fred Smith – FedEx
  • Jeff Bezos – Amazon
  • Larry Page and Sergey Brin – Google
  • Howard Schultz – Starbucks
  • Mark Zuckerberg – Facebook
  • Herb Kelleher –Southwest Airlines
  • John Mackey – Whole Foods
  • Narayana Murthy – Infosys
  • Sam Walton – Wal – Mart
  • Muhammad Yunus – Grameen Bank

É de realçar que muitos destes negócios de sucesso que hoje se tornam alvos fáceis de análise passaram sempre por momentos de grande turbulência estando mesmo perto da falência.

A Amazon precisou de 6 anos para ter um trimestre com Lucro ou seja, neste período complicado muitos outros líderes desistem e saltam fora.

Estes Visionários, empreendedores, com excelente capacidade de liderança só conseguiram chegar onde queriam porque tinham algo fundamental – FOCO.

Mesmo quando Steve Jobs saiu da Apple, procurou criar o que ambicionava com outras empresas (que também tiveram em risco de o levar à falência).

Nos momentos mais complicados, mantiveram o foco em algo e acreditaram no que estavam a fazer.

Certamente que os bons exemplos são para seguir mas, já sabemos que muitas pessoas com as mesmas competências falharam e hoje são “desconhecidos”.

Aproveitar a oportunidade no momento (Timing) certo também é decisivo. É sempre gratificante ver o lado positivo do “mundo dos negócios”  e depois de reflectir vejo que muitos outros empreendedores, sem serem de empresas gigantes, poderiam ser referidos pela sua atitude e respectivos resultados.

É preciso dar o salto para passar o abismo. Uns conseguem passar e atingir os seus objectivos, outros não. Se fosse fácil todos lá chegavam. É essa a essência e a beleza do risco.

FOCO, PAIXÃO e muito CONHECIMENTO

Marketing Pessoal: Passe o abismo para ser o melhor do mundo

Marketing Digital na Escola profissional de Braga

21, Março, 2012 admin Nenhum comentário

Mais uma sessão de partilha de conhecimento sobre Marketing Digital, desta vez junto dos jovens da Escola Profissional de Braga, no âmbito das III Jornadas Administrativas

Foi um privilégio estar na companhia de Jorge Remondes, com o tema  Part-time Marketeers e Paulo Ferreira, com o tema Relações Humanas na actividade comercial.

Devemos procurar conhecer o terreno que vamos pisar

20, Março, 2012 admin Nenhum comentário

Partilho uma frase que gosto de usar na abertura de Seminários e Workshops para sensibilizar a audiência para a importância de conhecer o terreno que pisamos.

Um bom alerta para quem entra no “terreno” digital sem conhecer bem onde vai pisar contudo, esta frase vai ainda mais longe, não se aplica só ao digital, é também um alerta para as empresas focadas na exploração de novos mercados (como por exemplo as empresas que investem na internacionalização)

MF24 em Coimbra – Como conseguir emprego, como ser empreendedor.

20, Março, 2012 admin 2 comentários

No dia 31 vou estar no MF24 em Coimbra. Fui desafiado para esta iniciativa e, tendo em conta o seu propósito foi impossível recusar, mesmo estando com uma agenda “caótica”.

O MF24

“No seguimento do debate no programa Prós e Contras da RTP, sobre a “Tragédia do Desemprego”, Manuel Forjaz lançou um desafio: realizar um evento gratuito e subordinado ao tema Como conseguir emprego, como ser empreendedor.
O desafio foi prontamente aceite em todo o país. Formou-se uma equipa em Coimbra que se juntou ao movimento mf24. Discutidos e consensualizados os pontos base do evento, definiu-se a data e local para a primeira iniciativa nacional.

O mf24 é um ciclo de palestras, workshops e networking que pretende munir os participantes com competências que os favoreçam na procura/criação de emprego. Pretende mudar mentalidades e maximizar a responsabilidade própria de lutar por uma vida melhor.”

Estarei lá a dinamizar 2 temas:

  • Gerir Internet e redes – Procurar Emprego (13H:30M)
  • Gerir Internet e redes – Promover Negócio (14H)

É para mim um prazer fazer parte desta dinâmica em prol de algo melhor.

Vamos empreender

.

Coimbra, das 17h do dia 30 às 17h do dia 31 de Março
Auditório do ISEC – Instituto Superior de Engenharia de Coimbra.
Inscrições gratuitas e limitadas.

Site: http://mf24.org

8 dicas de Jay Elliot inspirado em Steve Jobs

12, Março, 2012 admin Nenhum comentário


Dicas valiosas para qualquer negócio:

  1. Apaixona-te por cada projeto em que trabalhes
  2. Deixa-te levar por uma oportunidade e cria então um Produto
  3. Sê sempre aberto a talentos que possam auxiliar
  4. Faz o possível para que o Produto seja intuitivo, sem ser preciso manual de utilizador
  5. Garante que os produtos te representam enquanto Marca e Pessoa
  6. Trabalha em conjunto com o teu pessoal e celebrem cada êxito
  7. Continua a inovar para te aproximares da perfeição para além da realidade do momento
  8. Não dês ouvidos a pessoas que dizem que não é possível fazer

Marketing e Empreendedorismo com Miguel Neiva, no IPAM

7, Março, 2012 admin Nenhum comentário

O Miguel Neiva aceitou o nosso desafio e vai estar no IPAM a dinamizar um Workshop com o intuito de partilhar a sua experiência como empreendedor.
Apareçam, no dia 10 de Março, pelas 10h

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/344007902305255/

View more documents from Paulo Morais.

Marketing Digital na Escola de Comércio do Porto

5, Março, 2012 admin Nenhum comentário

Hoje foi dia de dinamizar um pequeno workshop junto dos mais jovens na Escola de Comércio do Porto.

Tendo em conta que a audiência foi constituída, maioritariamente por jovens, procurei focar a intervenção em três pontos:

  • Sensibilizar os futuros profissionais de Marketing para a importância de se pensar o Marketing Digital de uma forma integrada e coerente;
  • A pegada digital e impacto nos processos de recrutamento
  • Impacto do Marketing Digital nos tradicionais P´s do Marketing

Obrigado pela vossa presença!

Marketing na Saúde: Criar comunidades na saúde

3, Março, 2012 admin Nenhum comentário

Artigo publicado no Marketing Portugal

Blogar – uma experiência terapêutica

Diversos autores defendem que para os utentes, “blogar” pode ser uma experiência terapêutica. Um profissional de Saúde pode referenciar um site na Internet a um doente com diabetes e esse mesmo site pode ter sido criado pelo profissional de Saúde ou por uma entidade credível. Embora esta acção exija investimento, é algo que se for generalizado e bem pensado poderá facilitar a vida a muitos profissionais de saúde e a muitos utentes (Cohen (2007) .

Conheço diversos casos que se aproximaram do “apoio virtual” para tentar contornar algum tipo de doença. E essa mais-valia não deve ser desprezada. Prescrever comunidades a doentes com determinadas patologias pode ser muito valioso.

Esta atitude irá fazer com que o utente tenha a Informação que precisa, 24 horas por dia, 7 dias por semana e, mais do que a informação tem “do outro lado” alguém que tenha vivido experiências similares. Este espaço pode promover a interacção entre pacientes que se ajudam entre si. Os utentes podem comentar “posts” do profissional de saúde para partilharem problemas e soluções que tenham detectado.

Já conheço o argumento de que os idosos não estão na Internet como tal, devemos também direccionar a comunicação para os seus  cuidadores.

Um simples blogue pode ser uma excelente fonte de partilha de Informação e interacção entre utente – profissional de saúde e/ou entre utentes.

Em Portugal, tendo em conta a classe médica envelhecida com 41% dos médicos com idades acima dos 50 anos, temos que precaver alguma resistência pois o número de utilizadores médicos, na Internet, só agora começa a ganhar a verdadeira dimensão todavia, outros profissionais de Saúde podem dar ( e têm dado) um contributo fundamental para o desenvolvimento da “saúde na web”.

A Internet tem o maior impacto na comunicação com o utente

Segundo Leaffer (2006),  a Internet tem provavelmente, o maior impacto na comunicação junto do consumidor de cuidados de Saúde.

A Internet está a criar grupos/comunidades de pessoas com objectivos comuns, que partilham Informação sobre Saúde, medicamentos e profissionais em qualquer altura e em qualquer lugar. A riqueza da Informação disponível na Internet veio melhorar a dinâmica entre utentes. A Informação agora está disponível a todos, da mesma forma.

Os utentes vão poder avaliar médicos, clínicas e hospitais via Internet, para o bem e para o mal. Os hospitais vão ter que se adaptar a esta conjuntura e criar espaços com indicadores sobre o mesmo, como por exemplo, cirurgias mais realizadas, índice de mortalidade, custos de hospitalização, etc (Meyer et al, 2005).

Lei da comunicação no sector da Saúde

Para finalizar, é importante referir que no Sector da Saúde em Portugal existem leis que impedem que se direccione determinada comunicação técnica para o público em geral – Os medicamentos cuja dispensa depende obrigatoriamente de receita médica só podem ser anunciados ou publicitados em publicações técnicas ou suportes de Informação destinados exclusivamente a médicos e outros profissionais de Saúde (Decreto-Lei n.º 100/94, de 19 de Abril).

Tendo em conta a quebra de barreiras na comunicação que a Internet veio criar, as organizações, publicas e privadas, têm tentado criar “guidelines” para a utilização destas soluções. A Division of Drug Marketing, Advertising and Communications (DDMAC) e algumas companhias farmacêuticas têm-se juntado para encontrar directrizes nesta área (Arnold, 2009).

Mais informação = melhor tratamento

Relativamente à questão controvérsia  sobre se a Internet torna os utentes mais informados, Leaffer (2007) assume claramente que, com o acesso à informação sobre os seus próprios diagnósticos, medicamentos e resultados de testes de laboratório, os consumidores estarão mais bem informados sobre seus planos de tratamento, estarão mais motivados e isso fará com que cumpram o tratamento prescritos contudo, não podemos ignorar o perigo da má (ou carência) de informação neste sector.

Por fim, no congresso Internacional da World Wide Web, em Madrid (in Caetano, 2010), verificou-se que em 2008, a faixa etária com maior crescimento, no que diz respeito a utilizadores de Internet, estava nos indivíduos com mais de 70 anos.

Uma investigação que reuniu especialistas de três universidades americanas (Harvard, Wisconsing-Madison e North – Western) demonstra que o uso de Internet ajuda na prevenção do envelhecimento cerebral, mantendo o cérebro activo.

O poder está cada vez mais nas mãos do utente e “guerras” como a da precrição por DCI fazem com que o utente se confunda e tenha que se responsabilizar pelo seu bem-estar.

A Internet impulsiona os utentes a procurarem alternativas e uma segunda opinião. Citando um doente brasileiro de 44 anos (in Exame, 2011) “A maioria de nós tem opiniões sobre qual Marca de carro é mais confiável mas, se somos notificados de que precisamos de um joelho artificial ou outro tipo de prótese, deixamos a decisão nas mãos do médico”.

Confiança na Saúde é indispensável

Gostava de realçar que sou defensor de um doente mais informado todavia, a relação de confiança entre utente e profissional de saúde nunca deve ser posta em causa.

III Jornadas Administrativas

1, Março, 2012 admin Nenhum comentário

No dia 8 de Março vou estar nas jornadas administrativas em Braga a falar sobre o Marketing em contexto de mudança, com principal foco no Marketing Digital.

Apareçam!

Marketing Pessoal: Criar propostas de valor na procura de emprego

28, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

Marketing, Empreendedorismo e Social Media com Gary Vaynerchuk

21, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

Gary Vaynerchuk a partilhar um pouco da sua vida e experiência.

Vale a pena investir cerca de uma hora a ouvir as suas inspiradoras e sábias palavras.

São excelente “inputs” para se perceber como um negócio de “garagem” se pode tornar num negócio global.

Gary, para além do seu negócio na área dos vinhos, é reconhecido como um especialista na área do Social Media e tem vindo a construir uma Marca Pessoal com muito valor.

Recomendo o seu livro – Vencer na vida fazendo o que mais gosta

Modelo processo de decisão do consumidor e factores de influência

21, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

Fonte: ENGEL, J. ; BLACKELL, R. ; MINIARD, P.  Comportamento do consumidor. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000

“Não há marca em Portugal que atinja tal notoriedade”

17, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

“Não há nenhuma marca em Portugal que atinja tal notoriedade, seja em que área for”, salienta Carlos Godinho, que está ligado à FPF há já 28 anos. “A seleção A está no 6.º lugar do ranking mundial”, reforça este responsável, que prossegue na justificação da sua escolha: “A seleção de sub-20 foi recentemente vice-campeã do Mundo. A seleção de futsal, não neste, mas no anterior Europeu, foi vice-campeã.”

Fonte: DN Economia

Saúde: 62% dos portugueses com risco de morte cardiovascular

14, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

62% dos portugueses com risco de morte cardiovascular alto ou muito alto (in RCM Pharma)


São indicadores como este que nos OBRIGAM a ter que comunicar saúde junto da população.

É preciso definir um caminho, delinear uma estratégia integrada que ajude a população a perceber o que se passa.

Mudar comportamentos e culturas nunca foi simples nem rápido por isso é preciso começar já!

Prevenção, Educação e Sensibilização são objectivos evidentes num sector que está a ser atacado por todos os lados e por vezes se esquece do que é realmente importante – as pessoas

Ler – Marketing na Saúde

Apple continua a dar que falar! Mudar o mundo é loucura?

14, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

1) Cada acção da Apple vale 500 dólares, mais caro do que comprar um IPAD (in Diário Económico)

2) É líder em reputação da Marca nos Estados Unidos, superando a Google (in Exame)

3) Promete vir a fazer mais “estragos” com a iTV

4) Já é uma Marca mais valiosa do que a Microsoft e a Google (Apple vale mais que o comércio mundial de drogas ilegais)

5) No primeiro trimestre depois da morte de Steve Jobs foram vendidos “apenas” 37 milhões de Iphones

6) Nos últimos 3 meses do ano alcançou lucros de 13,1 mil milhões de dólares (dez mil milhões de euros), mais do dobro do período homólogo de 2010 (in Agência Financeira).

Grande Marca, um exemplo do “poder” e do valor de uma Marca maioritariamente emocional

Steve Jobs tinha o desejo de mudar o mundo e, pelo que parece, toda a equipa “respira” esse desejo e já se podiam dar por contentes porque estão mesmo a conseguir mesmo mudaram o mundo.

Importa relembrar que falharam muitas vezes até conseguirem conquistar este “posto”. Faz parte da caminhada.

“O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz nada. Não tenha medo de errar, pois aprenderá a não cometer duas vezes o mesmo erro.”

Theodore Roosevelt

Teatro: É como diz o outro

11, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

“É como diz o outro” com Miguel Guilherme e Bruno Nogueira

Ontem fui ver estes dois senhores ao Coliseu do Porto e como não podia deixar de ser, recomendo!

Foram quase duas horas a rir e, como era de esperar, estas duas personagens juntas são a “loucura” e levam tudo ao exagero.

Apenas senti que falharam na interacção com o público, algo que considero essencial e valioso neste tipo de iniciativa.

Por vezes parecia que estávamos a ver a peça pela TV mas, independentemente disso, valeu bem a pena!

Algumas datas e locais por onde eles vão andar:

  • Até 12 de Fevereiro – COLISEU DO PORTO
  • 10 de Março – CAE – FIGUEIRA DA FOZ
  • 31 de Março – SÃO MAMEDE – CAE – GUIMARÃES
  • 31 de Maio a 01 de Julho – AUDITÓRIO DOS OCEANOS – CASINO LISBOA

Danone Portugal e Sonae apresentam o primeiro Linear do Futuro

10, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

Não sejamos piegas! Emprego vs Trabalho

7, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

Passos pede aos portugueses para serem “mais exigentes” e “menos piegas” e como era de esperar esta foi a expressão que se propagou por todo o lado sem contexto (podem ver a notícia aqui)

A expressão completa, segundo o Publico é esta:

- “Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas e ter pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender”, ilustrou, considerando que só com “persistência”, “exigência” e “intransigência” o país terá “credibilidade”.

Óbvio que um Primeiro – Ministro tem que “medir” as suas palavras todavia, se quisermos perceber a verdadeira mensagem que Passos Coelho procura passar, não é tão “descabida” assim e como eu não sou Primeiro – Ministro, pego nas suas palavras e recomendo  aos portugueses para serem “mais exigentes”, “menos complacentes” e “menos piegas”.

Cada vez mais tenho a convicção de que há uma classe que está a sofrer (nem ponho isso em causa). São pessoas com necessidades e em situações precárias. Outros estão “desesperadamente” à procura de trabalho e este teima em não surgir mas, por outro lado há muita gente que se está a aproveitar (mesmo que inconscientemente) do momento.

Há muita gente que está acomodada aos subsídios de desemprego, há muitos alunos que saem das faculdades a olhar para o desemprego em vez de olharem para o emprego (embora recentemente se tenha noticiado que empresas saídas das universidades são às centenas e o número continua a crescer, é importante garantir a sustentabilidade destas empresas) e há muita gente que quer ganhar dinheiro mas não quer trabalhar.

A conjuntura mudou e não há como voltar atrás. Os salários “chorudos” estão a desaparecer na sua grande maioria e por vezes temos que saber descer um degrau para, quando possível,  subir dois ou três.

Temos que perceber que vamos ter que ir à luta, que vamos ter que enfrentar os obstáculos e “dar o corpo às balas”.

Não chega enviar umas dezenas de e-mails por dia, é preciso saber identificar oportunidades de mercado, conhecer e estudar algumas empresas e criar uma verdadeira proposta de valor em que ambas as partes ganham.

A “caça” ao emprego exige uma estratégia de “ataque”

Ontem no prós e contras mais uma vez ficou provado que a mentalidade de muitos “opinion makers” do país parou no tempo. Serviu-me de alento ver o Manuel Forjaz a “disparar” algum optimismo e algumas soluções.

Por curiosidade fui “espreitar” o seu mural do Facebook e sabem que mais? Foi fantástico ver as “movimentações” em torno do que ele falou.

Vejo “coisas” a acontecerem e o Manuel já desafiou os seus “seguidores” a criarem algo em conjunto para fazer a diferença. Falou bem, foi optimista, deu o seu ponto de vista e em conjunto com a sua “rede” vai tentar mostrar que tem razão, criando valor para diversas pessoas.

Muitas pessoas lamentam não ter capacidade financeira para frequentar formações e, obviamente que aceito e lamento isso porém, é preciso procurar soluções. Para além da informação disponível por toda a Internet, há várias instituições (como por exemplo a Ideias e Desafios) e profissionais a oferecer formação gratuita.

Há iniciativas gratuitas muito interessantes que permitem aumentar a nossa rede de contactos e promover a nossa Marca pessoal junto de potenciais empregadores/parceiros/clientes mas, muitas destas actividades nem chegam a acontecer por falta de participantes.

O país em geral está a atravessar um momento delicado mas, como se diz tantas vezes, “enquanto uns choram outros vendem lenços” e cabe a cada um decidir se quer vender os lenços ou chorar.

A pior coisa que pode acontecer a este país é ficarmos “acomodados” à crise e deixarmos de ser “população activa”.

Por vezes as soluções estão mesmo à frente dos nossos olhos e nós não queremos ver. Há vários casos de pessoas que começaram a fazer alguns trabalhos em casa (cabazes, bolos, geleias, serviços manuais, carpintaria, pintura, música, etc.) e acabaram por ver o seu trabalho reconhecido ou seja, o trabalho, o foco, e a persistência acabaram por dar resultados. Conseguiram criar valor  que resultou num emprego.

Procurar emprego hoje em dia é uma tarefa árdua. Procurar trabalho pode ser muito mais simples e nem sempre depende de terceiros.

Acredito na fórmula: Trabalho + Criação de Valor = Emprego

Com ou sem crise a opção de mudança é sua!

Criatividade: Outdoor que só aparece com o sol

6, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

Os meios tradicionais funcionam muito bem desde que haja criatividade e quando assim é, dá para fazer a integração/promoção nos meios digitais.

O vídeo em questão já consta com mais de 382165 visualizações desde 31/01/2012
Aqui fica um exemplo da Nivea que criou um outdoor que só aparece com o Sol.

Workshop de Marketing – Agir Matosinhos: Inspiração!

6, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

Fui convidado para dinamizar um Workshop de Marketing no âmbito do projecto Agir Matosinhos no dia 31 de Janeiro de 2012.

Confesso que não conhecia a freguesia de Santa Cruz do Bispo (conselho de Matosinhos) e fiquei agradavelmente surpreendido com a dinâmica e adesão das pessoas.

Tendo em conta que não tinha muito tempo, enquanto preparava a intervenção, defini um objectivo muito claro mas pouco simples de atingir:

Por os presentes a pensar diferente e positivo!

Sem dúvida que era isso que queria. Procurei transmitir às pessoas que reconheço que o país se encontra numa situação complicada mas  acredito que só depende de nós para darmos a volta à questão. Chega de ler notícias pessimistas e desanimadoras. Há muita coisa a acontecer de bom em Portugal e no mundo dos negócios.

Quanto mais perto do pessimismo estamos, mais pessimistas nos tornamos e o mesmo se passa com o optimismo por isso, o melhor é estarmos perto de pessoas inspiradoras, optimistas e acompanhar diversos casos de sucesso. Podemos e devemos festejar cada “pequena” conquista.

Desta forma a nossa mente fica “formatada” e “focada” no sucesso e os resultados começam a surgir. Se nós não acreditamos no nosso sucesso, quem irá acreditar?!

Não devemos “ancorar” o nosso negócio na nossa terra, sem olhar a alternativas. Todos os grandes negócios começaram numa freguesia algures por ai. Porque é que connosco será diferente?

Obrigado a todos pela noite inspiradora!

Algumas das consequências dos “cortes” no sector da Saúde

6, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

Os cortes na saúde estão a causar impacto para além das questões económicas e isso é preocupante.

O RCM Pharma e outros órgãos de comunicação social avançam que:

1) Segundo a Ordem dos Médicos, alguns hospitais estão a negar fármacos inovadores por falta de dinheiro. Lembro-me de um alerta da Liga Portuguesa Contra o Cancro alertar para as consequências destes “cortes” nos exames de diagnóstico (ver notícia).

José Manuel Silva, bastonário da ordem dos médicos,  já tinha alertado que “cortes na saúde afetem os tratamentos oncológicos, quer no tratamento, quer no diagnóstico”

2) GlaxoSmithKline, AstraZeneca e Novartis encerraram actividades de investigação para novos tratamentos de doenças cerebrais (Alzheimer, Parkinson, entre outras..)

3) O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) alertou na passada sexta-feira para a falta de recursos suficientes para a integração das equipas das Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação nas urgências dos hospitais de forma “plena e num curto espaço de tempo”.

Por outro lado temos a Universidade de Coimbra a lançar um novo Rádio Fármaco (medicamento para o diagnóstico do cancro). Excelente!

De acordo com o relatório do Orçamento do Estado para 2012, a Saúde é dos sectores que vai sofrer mais cortes durante este ano.

Algumas das medidas da Troika  (ver tudo em Medidas da Troika para o SNS)

1.      Corte substancial (dois terços no global) nos subsídios de Saúde, incluindo seguros privados;

2.      De forma a garantir aos funcionários públicos o acesso a um regime de benefícios de Saúde financeiramente sustentável, o orçamento global dos subsistemas existentes – ADSE (funcionários públicos), ADM (forças armadas) e SAD (polícia) – será reduzido em 30% até 2012 e 20% adicionais em 2013, a todos os níveis da Administração Pública. Reduções adicionais serão introduzidas a um ritmo semelhante nos anos subsequentes no sentido de assegurarem financiamento autónomo até 2016. O orçamento disponível para estes regimes será diminuído através da redução das contribuições dos funcionários e do ajuste dos benefícios de Saúde prestados;

3.      Incentivo aos genéricos – O preço máximo do primeiro genérico introduzido no mercado deverá ser igual a 60% do preço do produto de Marca com princípio activo equivalente;

4.      Sensibilização dos médicos a todos os níveis do sistema, tanto público como privado, para a prescrição de medicamentos genéricos e de medicamentos de Marca mais baratos, sempre que disponíveis;

5.      O Governo prossegue com o reforço dos serviços de cuidados primários, de modo a reduzir ainda mais as visitas desnecessárias aos especialistas, as emergências e a melhorar a coordenação de cuidados de Saúde;

6.      Reduzir os custos de transporte de pacientes em um terço.

Sinceramente acho muito bem que se façam cortes na Saúde. É um caminho inevitável todavia, é importante assegurar que esses cortes actuam nos excessos e não no que é indispensável.

Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje

4, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

O ser humano é insatisfeito por Natureza e desconfio que todos acabemos por sentir que podíamos ter feito algo diferente contudo, os “quem me dera” apresentados pelo SOL, são princípios básicos que devem conduzir a nossa vida.

Devemos começar JÁ a evitar os possíveis “quem me dera” da nossa vida. Só depende de nós.

1)Quem me dera ter tido a coragem de viver de acordo com as minhas convicções e não de acordo com as expectativas dos outros
2)Quem me dera não ter trabalhado tanto
3)Quem me dera ter tido coragem de expressar os meus sentimentos
4)Quem me dera ter mantido contacto com os meus amigos
5)Quem me dera ter-me permitido ser feliz.

Analisando estes 5 tópicos, considero-os todos essenciais para termos uma vida estável, equilibrada e feliz. Não devemos abdicar de nenhum, em nenhum momento, por mais que isso custe.

Confesso que apenas o 2 ponto se pode tornar mais complicado dada a conjuntura actual.
Eu, pessoalmente, não me importo de trabalhar muito, faço o que gosto e estou realizado todavia, procuro viver cada momento de lazer  com a máxima intensidade para tirar proveito de cada minuto fora do trabalho.

“Não deixem para amanhã o que podem fazer hoje”

Notícia: As cinco coisas de que as pessoas mais se arrependem antes de morrer

Novas profissões e o mundo em 2030

3, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

A Fast Future Research publicou o relatório “The shape of jobs to come” que procura identificar tendências relativamente a profissões/carreiras com maior potencial na área das ciências e tecnologia entre 2010 e 2013.

Vale a pena dar uma vista de olhos e ver propostas e ver a tendência para o virtual e para o digital.

Algumas das sugestões interessantes (podem ver um resumo um estudo aqui):

  • Assistente Social para as redes sociais
  • Gestor/Consultor Especialista em População Sénior
  • Advogado Virtual
  • Especialista em Marketing Pessoal Online
  • Nano-Médico
  • Cirurgião de aumento da memória

Sinceramente há algumas sugestões que me parecem apenas uma ideia porque até a ciência as reconhecer ainda vai um grande passo (embora até 2030 tudo seja possível).

The World in 2030

Economic

  • Further economic turbulence and potential downturns between 2010 – 2020, followed by a more stable period to 2030 as excessive risks have been removed from the financial markets and most economies have repaired their finances
  • Sustainable growth is still the dominant driver for most economies
  • China could be the biggest global economy and India the fourth largest
  • Public sector debt has been a major issue until at least 2020 for developed economies in particular
  • Globalisation and interconnectivity between companies and value chains will continue to increase
  • Major new industry sectors emerge as a result of advances in science and technology

Political

  • No major new multi-nation global conflicts
  • National geographic boundaries of the current G20 economies are largely similar to today
  • Global institutions such as the UN, IMF and World Bank still carry influence – although other strong institutions now exist on a regional basis n Asia, Africa the Middle East and Latin America
  • Security, environment and sustainability challenges remain prominent concerns

Socio-Demographic

  • A global population of 8.3 billion, with 723 million in Europe and 68 million in the UK
  • Global social challenges remain around poverty, hunger, health and education

Environmental

  • Alternative (non-nuclear) energy sources will be common in vehicles, homes and businesses – supplying 20-40% of all demand in most developed economies
  • Demand for food and energy are expected to jump 50% compared with 2009 levels
  • Fresh water demand could rise 30% on 2009 levels
  • Without adaptation to the impacts of climate change, Southern Africa could see declines in production of 15% for wheat and 27% for maize

Science and Technology

  • Advances in flight technology have shortened travel times
  • Scientific progress and new technological advances continue to accelerate (e.g. biotechnology, nanotechnology, next generation computers).
  • Advances in experiential technologies will lead to widespread use of developments such as virtual worlds, holograms, 3D projection, 3D television, virtual reality and interactive surfaces.

Fonte: Fast Future Report

Workshop de Marketing em Matosinhos

1, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

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Papéis no processo de decisão de compra

1, Fevereiro, 2012 admin Nenhum comentário

Temos que ter cuidado com as generalizações mas, bem que tenho alertado:

- “Se estiverem a negociar com um homem e com uma mulher, foquem as atenções nas necessidades/desejos/expectativas da mulher..”

Segundo a consultora Publicis (in Revista marketeer) 80% das decisões de consumo são tomadas pelas mulheres.

É indispensável, no processo de decisão de compra, identificar quem são os diversos intervenientes e adaptar a nossa estratégia de comunicação em função do papel que estes representam no processo.

Por vezes a mesma pessoa pode assumir diversos papéis, o que aumenta a sua relevância.

Impacto do Marketing Digital no sector da Saúde

29, Janeiro, 2012 admin Nenhum comentário

Artigo publicado no Marketing Portugal

É de conhecimento geral que a Internet veio alterar o comportamento do consumidor durante o processo de decisão de compra na maioria dos sectores todavia, há sempre uma estranha dúvida sobre se esta mudança também é “sentida” no sector da saúde, um sector com características tão particulares.

Para se conseguir definir e implementar as melhores estratégias de Marketing, torna-se indispensável conhecer as necessidades e desejos dos consumidores, assim como o seu processo de decisão de compra (Ferreira et al, 2009). Para mim, o sector da Saúde não é excepção.

Reconhecimento de uma necessidade

Nesta fase, o consumidor identifica um problema ou uma necessidade. A necessidade pode ser desencadeada por estímulos internos (como por exemplo, fome, sede, sexo) ou externos (estímulos externos). Os estímulos externos podem ser pessoais (amigos, contacto pessoal com vendedor, etc.) ou impessoais (artigo numa revista, anúncio de televisão, e-mail ou outra fonte externa).

Numa perspectiva de Marketing, as organizações podem recorrer, por exemplo, a uma estratégia digital para aumentar a percepção do consumidor, transmitindo-lhe informações sobre um eventual problema.

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Marketing no sector da saúde

29, Janeiro, 2012 admin Nenhum comentário

Artigo publicado no Marketing Portugal

O Marketing no Sector da Saúde não se restringe à venda de produtos ou serviços, com origem na Indústria Farmacêutica. O modo como cada nação define o seu sistema de Saúde condiciona todas as tarefas de Marketing, como pesquisa de consumidores, determinação de preços, vendas, publicidade e coordenação de canais de distribuição. Hospitais, casas de repouso, consultórios médicos, empresas de medicina, centros de reabilitação e outras organizações de Saúde também começaram a pensar e a agir com o Marketing, desde 1970 (Kotler et al, 2010). Os autores apresentam ainda alguns factores que justificam o investimento em Marketing nas áreas da Saúde:

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Variáveis do Marketing Digital

29, Dezembro, 2011 admin Nenhum comentário

Artigo publicado no Marketing Portugal

O crescimento do Marketing Digital como disciplina de estudo e investigação, faz com que diversos autores defendam uma nova evolução aos  P´s do Marketing para incluir variáveis que se enquadram no ambiente digital e no comportamento do consumidor online.
Desta forma, Coto, (2010), Director Académico do Master em Marketing Digital da IE Business School, defende que o Marketing Digital não se resume só aos tradicionais “P´s” , fazendo referência a 8 P´s do Marketing Digital.

Para além dos “tradicionais” P´s do Marketing (comunicação, distribuição, produto e preço), Coto (2010) propõe a integração de mais 4 P´s:

•        Personalization – As Marcas têm de começar a lidar com os clientes de uma forma personalizada (one to one). Torna-se indispensável dar relevância à interacção do consumidor e ter rápida capacidade de resposta. Propostas de valor acrescentado e as recomendação/sugestões personalizadas são uma tendência que em 2012 irá evoluir significativamente.

•        Participation – Os consumidores no online pertencem às Marcas, querem fazer parte da estratégia e querem sentir que são ouvidos e importantes para as decisões a tomar. Vão dar opinião mesmo que não lhe seja pedido. Criar comunidades, premiar a participação e desenvolver espaços para o consumidor se sentir integrado, podem ser vantagens competitivas com muito valor.

•        Peer-to-peer – Se uma das principais mais-valias da Web é o “boca-a-boca”, é importante que as Marcas facilitem e promovam esse comportamento. É importante saber conquistar a confiança do consumidor facilitando-lhe a partilha de Informação com a sua rede. Esta variável é muito útil para integrar na fase “após-compra” do processo de decisão.

•        Predictive Modeling – Um dos principais erros das Marcas que estão no digital é que não estão a aprender com as preferências do consumidor. Através da análise do comportamento do consumidor online, da monitorização e de estudos de mercado, é importante ser capaz de tirar “insights” para melhorar processos, produtos ou estratégias. Marcas sociais de sucesso como a Dell ou Starbucks já perceberam esta tendência e criaram plataformas para dar “voz” ao seu cliente, ajustando processos e produtos sempre que se justifique.

Feliz Natal e um fabuloso 2012!

23, Dezembro, 2011 admin Nenhum comentário

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Impacto da Internet no Marketing Operacional

22, Dezembro, 2011 admin Nenhum comentário

Artigo publicado no Marketing Portugal

As principais características da Internet que causam impacto no Marketing são (Dionísio et al., 2009: 32):

1.      Imaterialidade – toda a Informação pode ser digitalizada e transmitida pela Internet

2.      Omnipresença – uma rede global à distância de um clique

3.      Rapidez – níveis de interactividade e inovação que a rede permite

4.      Inovação  – tudo pode ser discutido e partilhado

5.      Crescente  – não há barreiras, permitindo uma interacção directa, global e imediata

6.      Eficiente – por exemplo, o consumidor tem mais liberdade de escolha

7.      Pessoal – massificou a personalização e conceitos como “CRM” ganham outra dimensão

8.      Fossilizante – pode destruir empresas, ou indústrias que não se adaptem/defendam, por exemplo, à digitalização.

Torres (2010) afirma que a Internet tornou-se num ambiente que afecta o Marketing em qualquer empresa de diversas formas, seja na comunicação corporativa, ou na publicidade e continuará a afectar mesmo que não se invista nela.

A Internet tem assumido um papel importante em três áreas das empresas, nomeadamente: 1) Marketing, permitindo melhorar ou reforçar a imagem da empresa e melhorar a Marca no mercado; 2) Vendas, fornecendo informações importantes sobre os produtos, divulgar Informação sobre os mesmos e aumentar a proximidade com o cliente e potencial cliente; 3) Assistência ou satisfação do cliente, reduzindo custos de atendimento ao cliente (através do suporte online), melhorar níveis de assistência 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Os benefícios da Internet e do Marketing Digital obrigam-nos também a reflectir sobre o impacto deste novo paradigma nos conceitos tradicionais do Marketing, nomeadamente no Marketing – Mix que consiste num modelo de aplicação de metodologias e processos composto por um conjunto de variáveis – Produto, Preço, Comunicação e Distribuição. Devemos definir as variáveis do Marketing – Mix em função da estratégia, nomeadamente da definição do público-alvo (segmentação) e do posicionamento.

Variáveis do Marketing Mix

Preço – O Preço corresponde ao montante que os consumidores prescindem para obter determinado bem ou serviço, é o elo de ligação entre o comprador e o vendedor. O preço deve ser definido em função de 2 vectores essenciais: 1) montante que o cliente está disposto a pagar e 2) valor percebido pelo cliente. Variáveis como o status, prestigio ou poder (factores emocionais) podem influenciar o valor percebido pelo cliente, ou seja, um preço elevado poderá transmitir um sinal de prestígio ou auto-estima (Ferreira, 2009).

Grande parte dos estudos sobre o preço referem que o consumidor, mesmo nos produtos que compra com mais frequência, não sabe o preço exacto a que os compra. Apesar desta perspectiva, os consumidores têm sensibilidade ao preço ou seja, o seu comportamento de compra pode ser diferente em função do preço.
Lindon et al., (2008) referem que os consumidores arrumam os preços em seis categorias para tomarem a sua decisão.

Tabela  - categoria do preço

Fonte: adaptado de Lindon et al. (2008)

É preciso ter em conta que o preço deve ser estabelecido em função de diversos factores que constituem a identidade da Marca. Se o consumidor se relaciona com determinada Marca, poderá estar disposto a pagar mais por ela. A Internet tem tido um impacto evidente nesta matéria. É comum vermos Marcas com os seus preços mais baixos em comparação aos preços no ponto de venda físico, incentivando a compra através da Internet. Os preços muitas vezes são estabelecidos, propositadamente para a Internet, visto que são eliminados muitos custos. O consumidor espera obter preços mais reduzidos quando compra pelo meio digital.

Para além disso, a Internet veio potencializar um novo paradigma. Todos os preços podem ser comparados. Outro grande impacto foi causado pelos leilões online, como se pode ver pela recente campanha da Optimus .

A estratégia de preços para muitos produtos na Internet começa exactamente no leilão online, em que o produto sofre diversas licitações dos utilizadores, podendo ou não ser colocado um “preço base” de licitação (em Portugal temos o caso de sucesso do Miau.pt). Esta realidade permite a muitas empresas colocarem na mão do consumidor o seu produto permitindo que este pague apenas o que achar justo pagar. Ainda no âmbito do preço, o paradigma do “gratuito” está a ganhar terreno. Jarvis (2009) defende que nem sempre devemos cobrar dinheiro directamente ao nosso consumidor e, no online este paradigma parece acompanhar o crescimento de empresas como a Google ou o Facebook (que não cobram nada directamente aos consumidores para utilizarem os serviços). O segredo está em atrair utilizadores que, na verdade, são o maior activo que uma Marca pode ter.

Produto – Segundo Kotler (2008: 248) “A product is anything that can be offered to a market for attention, acquisition, use, or consumption that might satisfy a want or need”.

Produto é tudo aquilo que é capaz de satisfazer o desejo, uma necessidade e que por isso tem valor para o consumidor. Um produto pode ser um bem físico ou um serviço intangível (Ferreira et al, 2009). Um dos primeiros passos que uma empresa tem que dar é definir a oferta (produtos) que vai apresentar ao mercado, tendo em atenção que a oferta pode deixar de ser local para ter uma abrangência global. A oferta de produtos que são definidos ou formatados pelo cliente está a aumentar com a Internet (Product Personalized Fulfilment) e tem sido uma das estratégias utilizadas por muitas empresas para aumentarem o sentimento de exclusividade e a ligação à Marca, junto dos seus clientes. Mesmo em Sectores em que esta estratégia de produto pode ser mais complicada de implementar, como por exemplo o Sector automóvel, o caso do Fiat 500 prova que é possível colocar nas mãos do cliente a configuração final. O Fiat 500 pode ser configurado em mais de 500 mil combinações distintas (Dionisio et al, 2009).

Outra tendência crescente no âmbito do desenvolvimento de produtos é o custom made, ou seja, a empresa cria produtos à medida e em função dos desejos e necessidades dos clientes.

Existem diversas características intrínsecas do produto porém, Ferreira et al (2011) destacam duas que assumem um papel preponderante: 1) qualidade do produto – entende-se que um produto tem qualidade quando corresponde às expectativas dos clientes; 2) vantagem competitiva em relação à concorrência – corresponde aos factores de diferenciação e às características de identificação do produto face à concorrência. Um dos principais benefícios que constitui o produto é a embalagem, não só pela sua vertente de comunicação mas também pela sua importância como factor de diferenciação (funcional, emocional e psicológica). A Internet veio obrigar os profissionais de Marketing a criarem alternativas à embalagem, tendo em conta que na compra online essa característica perde dimensão. Por outro lado, através da Internet o cliente pode ver o produto em diversos formatos, o que lhe permite ter uma percepção que com embalagem seria impossível.

Na óptica do ciclo de desenvolvimento de produtos e serviços, a Internet pode ser utilizada pelo Marketing, para descobrir o que os clientes querem, descobrir os produtos que estão a ser produzidos pela concorrência, fazer análises de mercado e solicitar feedback sobre os produtos para melhorar os serviços associados, conduzir pré-testes e medir o impacto do lançamento de produtos, utilizar o feedback dos clientes para melhorar produtos (Cobra et al., 2010).

Distribuição – A Internet veio “encurtar” as distâncias, deixando as pessoas mais próximas das empresas, acabando com alguns intermediários.

Este facto veio facilitar o acesso aos produtos e serviços, diminuir os cursos e, de certa forma, aumentar o consumo. No âmbito da distribuição “digital”, há uma particularidade sem precedentes que envolve o “stock ilimitado”, ou seja, ao contrário do que se passa nos espaços físicos, em que as empresas têm que saber muito bem como vão ocupar o seu espaço no ponto de venda ou no armazém, na Internet não há limite de stocks o que faz com que empresas, como por exemplo a Amazon, tenha muito mais livros disponíveis do que qualquer mega livraria no mundo (Anderson, 2007). Segundo o autor, esta lógica vai dar origem a um conceito de distribuição que, pode ser muito mais rentável do que a tradicional selecção de venda de produtos. Os “best sellers” são produtos, aparentemente rentáveis, mas o conjunto do total de produtos pouco rentáveis pode ser mais valioso. Com a Internet, empresas como a já mencionada Amazon.com ganham muitos milhões com esses produtos pouco rentáveis, porque têm capacidade de armazenamento “virtual”. Este processo veio dar origem a um novo conceito – Cauda Longa – que procura provar que os milhões de artigos/produtos que não chegam às lojas, são mais rentáveis (ou podem ser) do que os tradicionais hits (produtos que vendem muito num grande mercado). Peters (2010) refere-se a esta realidade como “o pequeno é o novo grande”.

Comunicação – Promoção é a variável que se refere a todas as acções e actividades que uma organização utiliza para comunicar os seus produtos, e Marcas, procurando persuadir o seu público-alvo (Kotler et al., 1991).

No que diz respeito à comunicação digital, Kotler et al., (2009) defende que o Marketing Digital pode ser percebido como a comunicação e interacção entre uma Marca e os seus consumidores, utilizando canais digitais como por exemplo, Internet, Mobile ou TV Digital .

A Internet acrescenta novas características à promoção. A promoção digital é mais racional do que emocional, o que implica um processo de persuasão e não apenas Informação, o que pode variar, conforme o tipo de produto (Bishop, 2000). No ambiente online, a Marca tem um valor ainda mais acentuado tendo em conta que não há contacto pessoal. Existe sempre um interface tecnológico a separar o cliente da Empresa (Ries, 2000).

Torna-se indispensável definir estratégias digitais que transmitam emoções e experiências através da tecnologia.

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Marketing “tradicional” vs “novo” Marketing

15, Dezembro, 2011 admin Nenhum comentário

Artigo publicado no Marketing Portugal

marketing

Como tudo começou

Diversas fontes referem que o Marketing no âmbito académico tem origem na primeira década de 1900. Cobra et al.(2010) identificam o ponto de partida para a evolução e extensão do Marketing, quando D.G.B Jones ministrou na Universidade de Michigan um curso intitulado “A indústria distributiva e reguladora dos Estados Unidos” e em 1905 surge então um curso intitulado “Marketing de produtos”, na Universidade de Pennsylvania.

Desde então o Marketing foi evoluindo ao longo do tempo passando por diversas fases:

1º Óptica da produção

Nesta primeira fase, podemos concluir que o Marketing era um conjunto de actividades dirigidas a melhorar a distribuição dos produtos, a partir de uma perspectiva que consistia em facilitar o acesso do consumidor ao produto.

A óptica da produção era caracterizada pelo facto da procura ser muito superior à oferta. O consumidor era apenas visto como a forma que as empresas tinham para escoar os seus produtos (Ferreira et al, 2011).

2º Óptica das vendas

Depois deste período focado na produção, avançamos para uma perspectiva de Marketing numa óptica de vendas (1930-1939), o qual entendia que “já não bastava só produzir, era preciso vender; e se o cliente não compra é preciso fazer com que mude de opinião, pressionando-o, se necessário” (Cavique et al, 2008: 41). Nesta era começam a surgir os primeiros sinais de excesso de oferta em relação à procura e começa-se a dar início a estratégias de promoção e técnica de vendas. Era preciso vender o que estava a ficar em “stock”.

3º Óptica de Mercado

Entretanto o Marketing vai-se tornando cada vez mais orientado numa perspectiva de mercado e em 1950 surge a 1ª fase do Marketing. Esta óptica de mercado faz com que os profissionais comecem a centrar as suas atenções no mercado, para que se consiga produzir produtos dentro das necessidades exigidas pelos consumidores. Cavique et al. (2008: 43) identificam a premissa que define o Marketing numa óptica de orientação para o mercado – “Não basta vender – é preciso conhecer o mercado, para que a empresa possa produzir os produtos que satisfaçam as necessidades sentidas ou pressentidas pelo consumidor”.

4º Óptica de Marketing

Depois deste período de óptica de mercado, entramos numa época (1974-1991) em que o Marketing assume uma óptica de Marketing, ou seja já não chega conhecer o mercado, é preciso conhecer cada tipo de cliente e satisfazer os seus desejos, interesses e necessidades. As empresas começam a perceber que têm que produzir o que interessa aos clientes.

5º Óptica da Excelência

Por fim, entramos num período de Marketing numa óptica de excelência em que “já não basta satisfazer o cliente – é preciso encantá-lo e fideliza-lo” (Cavique et al (2008: 48). McKenna (1991) fez referência num artigo que a tecnologia estava a mudar a procura/escolha e por consequência a procura/escolha estava a mudar o mercado. O mesmo autor refere que o Marketing sofre uma transformação causada pela tecnologia que é omnipresente, complementando com a afirmação de que com a tecnologia, a concorrência aumenta substancialmente e as empresas estão cada vez mais direccionadas para o cliente, procurando relacionar-se com ele.

6º Marketing da Idade de Ouro

As empresas que estão focadas no cliente têm procurado mudar e adaptar os seus produtos para atender aos pedidos e às suas necessidades. Chegamos então a um novo conceito, que Cavique et al. (2008) chamam de Marketing da idade de ouro (Marketing Pós- Internet) em que não basta satisfazer o cliente – é preciso interagir individualmente com ele, para lhe proporcionar uma oferta personalizada, de valor individual que permita a sua fidelização e encanto total.

É neste período que o Marketing Digital e suas ferramentas ganham destaque junto das organizações, sendo cada vez mais uma solução que permite recolher Informação e interagir com o seu cliente, relacionando-se, como nunca antes foi possível.

Marketing Digital na construção de relações com o cliente

Para se entender melhor a importância do Marketing Digital na construção de relações, importa perceber que o Marketing Relacional é a integração dos clientes com a empresa, desde o projecto, desenvolvimento de processos industriais e de vendas. De maneira geral, consiste numa estratégia de negócios que visa construir proactivamente relacionamentos duradouros entre a organização e seus clientes, contribuindo para o aumento do desempenho desta e para resultados sustentáveis (Mckenna, 1991).

Novo Marketing vs Marketing Tradicional

O Marketing na sua génese é uma disciplina em constante evolução que se vai adaptando às necessidades do Mercado como tal, utilizar o termo “novo Marketing” para explicar as novas áreas do actuação do Marketing pode ser bastante redutor tendo em conta que o Marketing funciona como um todo. Não há soluções do “novo Marketing” que funcionem isoladas ou seja, muitas técnicas “tradicionais” do Marketing continuam a ser indispensáveis para qualquer organização.

Há novas técnicas de Marketing, alterações de paradigmas e quase diariamente surgem novos suportes que se poderão integrar no Marketing “tradicional” todavia, na minha perspectiva, essa é a essência do Marketing. Se vamos rotular de “novo Marketing” cada vez que surge algo de novo, na era do digital, temos um “novo Marketing” todos os dias.

Ver também:

Ser diferente a promover a nossa Marca Pessoal

13, Dezembro, 2011 admin Nenhum comentário

O CV é uma ferramenta que continua a ser importante principalmente nas empresas mais conservadoras todavia, a forma como nos apresentamos ao mercado é decisiva. Devemos procurar fazer algo diferenciador.

Para inspirar quem procura emprego ou quem procura alternativas no mercado, aqui fica um vídeo que mostra como podemos ser criativos a promover a nossa Marca Pessoal.

Criar valor para o cliente é possível em qualquer profissão

13, Dezembro, 2011 admin Nenhum comentário
É possível fazer a diferença e criar valor para o cliente em qualquer área de negócio mesmo quando os recursos são reduzidos. Este factor diferenciador faz com que os clientes se sintam únicos e especiais.

Outra lição deste vídeo é a capacidade de adaptar o produto às tendências através da inovação. Criar sistemas de fidelização também se torna indispensável mas para isso  temos que saber abdicar das nossas margens.

Este tipo de atitude faz com que se consiga obter maior rentabilidade, não só com a venda do produto mas também pelos convites que aparecem para partilha de conhecimento e experiências (pesquisem por Gary Vaynerchuk que é um dos casos mais mediáticos desta realidade).

Por fim, saber (re) investir no negócio é crucial. Vejam o vídeo, vale a pena.